Divulgação, estudo e prática do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Nossa Senhora de Assis

Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Assis, em Itália.

Itália Assis Aparição ou devoção mariana catalogada
Painel oficial sobre Nossa Senhora de Assis
Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis (https://www.aparicoesdenossasenhora.org/pt/avm/home)
Vidente(s)

A confirmar nas fontes locais.

Situação eclesial

Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.

História

Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Assis, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.

Complemento documental Texto extraído do painel oficial OCR importado

Aparições da Virgem Maria em
ASSIS
ITALIA, 1216
uma noite de 1216, São Francisco foi visitado por Cristo e por Maria Santíssima enquanto
rezava na Porciúncula: a eles, o "Poverello" pediu que a toda pessoa, arrependida e
confessada, que tivesse visitado aquela igreja, fossem remetidas completamente todas
as culpas e as consequências do pecado. Em seguida São Francisco foi até o Papa para pedir
uma Bula na qual se tornassem conhecidas todas as condições para a indulgência.
As "Fontes franciscanas" narram que, numa noite do ano 1216, São Francisco estava imerso em
oração na pequena igreja da "Porciúncula",
", quando de repente brotou do altar uma forte luz: era
o Cristo com sua Mãe Santíssima, rodeados por uma multidão de anjos. O Senhor Jesus perguntou-
lhe, então, qual era seu desejo. A resposta de Francisco foi imediata: "Te peço que todos aqueles
que, arrependidos e confessados, vierem visitar esta igreja obtenham amplo e generoso
perdão, com uma completa remissão de todas as culpas". "O que tu pedes, ó frei
Francisco, é grande - respondeu-lhe o Senhor - mas de coisas maiores és digno e
maiores terás. Portanto acolho tua oração, mas só se tu pedires ao meu Vigário
na terra, de minha parte, esta indulgência". Francisco apresentou-se logo ao Pontífice
Honório III, que naqueles dias se encontrava em Perugia, e com candura contou-lhe a visão que
teve. O Papa escutou-o com atenção e deu sua aprovação, perguntando: *Por quantos anos
queres esta indulgência?". Francisco rapidamente respondeu: "Pai Santo, não peço anos,
mas almas". Feliz, andou até a porta, mas o Pontífice o chamou: "Como, não queres nenhum
documento?". Francisco respondeu: "Santo Pai, basta-me a tua palavra! Se esta indulgência
é obra de Deus, Ele pensará em manifestar sua obra. Não necessito de nenhum
documento: esta folha deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o notário e os Anjos
as testemunhas". Em 2 de agosto daquele mesmo ano, vários fiéis foram até a pequena igreja
da Porciúncula com a participação de sete bispos da Úmbria. Naquela ocasião foi o próprio São
Francisco a anunciar à multidão dos devotos presentes a extraordinária indulgência, que havia
obtido do Papa. São Francisco disse entre lágrimas de alegria: "Meus irmãos, quero mandar-
vos todos para o Paraíso!".
Para compreender o motivo das indulgências (Catecismo da Igreja Católica, nn. 1472-3:) é preciso
ter presente que o pecado tem uma dupla consequência. O pecado grave priva-nos da comunhão
com Deus e por isso nos torna incapazes de obter a vida eterna, cuja privação é chamada a "pena
eterna" do pecado. Todo pecado, mesmo venial, provoca um apego prejudicial às criaturas que
precisa de purificação, seja aqui em baixo, seja após a morte, no estado chamado Purgatório. Tal
purificação livra da considerada "pena temporal" do pecado. Uma conversão, que procede de uma
fervente caridade, pode chegar à total purificação do pecador, até que não subsista mais pena
alguma [Cfr. Concílio de Trento: DS 1712-1713; 1820]. Logo a indulgência é a remissão diante de
Deus da pena temporal pelos pecados, já perdoados quanto à culpa durante a Confissão. A
indulgência é parcial ou plenária segundo libera em parte ou no todo da pena temporal devida
pelos pecados. Todo fiel pode lucrar para si mesmo ou aplicar aos defuntos, em modo de sufrágio,
a indulgência seja parcial ou plenária.
Pintura que representa a aparição
A Aparição da Porciúncula
Estátua da Virgem presente sobre
a Basilica de Santa Maria dos
Anos onde se conserva a neauena
igrejinha da Porciúncula.
Por volta de 1950, muitas pes-
soas declararam ter visto a
estátua de Nossa Senhora
animar-se
Vista da Basilica de Santa Maria dos Anios, em Assis
20 hum
É nossível lucrar a Indulsência
da Porciúncula todos os dias do
ano, uma vez por dia, para si ou
para um defunto. Das 12h de 1°
de agosto às 24h do dia 2 de
agosto de todo ano, a mesma
graça é estendida a todas as
igrejas paroquiais e a todas as
igrejas franciscanas.
condicões para receber a indul-
gência plenária do Perdão de
Assis (para si ou para os defun-
tos) são: a Confissão sacramen-
tal (entre os oito dias preceden-
tes ou seguintes); a Comunhão
Eucarística; a visita a uma igreja
franciscana ou à igreja paro-
quial, com a récita do Credo e
do Pai-Nosso; a oração pelas
intenções do Sumo Pontífice e
a disposição de ânimo que exclua
todo apego ao pecado
Interior da basílica
No Manual das Indulgências se encontram as regras para obter
a indulgência plenária da Porciúncula. Mas a indulgência plenária
pode ser obtida todo dia também com a devida leitura, ao menos
por 30 minutos, da Sagrada Escritura, ou com a récita na igreja
ou em comunidade do Santo Rosário, ou com a récita da Via
Crucis diante das estações, ou ao menos com meia hora de
Adoração Eucarística desde que não se tenha nenhum afeto ao
pecado e se cumpram as três condições previstas pela Igreja:
Confissão sacramental, Comunhão Eucarística e orações segundo
as intenções do Papa (por exemplo, um Pai-Nosso e uma Ave-
Maria)
Interior de Pominala
repetto grafico Mane

Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis

Mensagem central

Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.

Ligação com o Tratado

No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.

Nossa Senhora de Assis, conduzi-nos a Jesus, fortalecei nossa fé e ensinai-nos a viver como verdadeiros filhos de Maria. Amém.
Fontes consultadas