Divulgação, estudo e prática do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Nossa Senhora de Cernusco sul Naviglio

Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Cernusco sul Naviglio, em Itália.

Itália Cernusco sul Naviglio Aparição ou devoção mariana catalogada
Painel oficial sobre Nossa Senhora de Cernusco sul Naviglio
Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis (https://www.aparicoesdenossasenhora.org/pt/avm/home)
Vidente(s)

A confirmar nas fontes locais.

Situação eclesial

Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.

História

Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Cernusco sul Naviglio, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.

Complemento documental Texto extraído do painel oficial OCR importado

DEL

Aparições da Virgem Maria em
CERNUSCO SUL NAVIGLIO
ITÁLIA, 1924
e algumas lacrimações de Nossa Senhora
ocorridas sempre na Lombardia
m Cernusco sul Naviglio, próximo a Milão, na casa natal do Instituto
das Marcelinas, destinada a ser casa de repouso para as irmãs
doentes e idosas, Ir. Elisabete Redaelli estava em condições muito
aquém do normal: paralisada, cega havia um ano. Na noite de 6 de janeiro de
1924, as irmãs ouviram-na falar em voz alta, julgando que sonhasse, mas ela
não dormia; conversava, em vez disso, como dirá na manhã seguinte, com uma
"bela Senhora" que foi visitá-la. A "Senhora" convidou a irmã a sofrer pacientemente
por amor a Deus. Irmã Elisabete recomendou-se às suas orações e disse: "Senhora,
como você é boa! Reze a senhora que é tão boa. Estou segura que, se
a senhora rezar, o Senhor escutará minhas invocações, porque a senhora
tem compaixão das doentes! ". A Senhora encorajou-a: "Reza, confia e
espera: eu voltarei de 22 a 23". A irmã esqueceu-se de si e pediu à Senhora
de ir confortar também as outras enfermas. A Senhora sorriu e se foi. A doença
que afligia a irmã progredia rapidamente, em quinze dias a paralisia progressiva
havia-lhe privado também do uso da palavra, da deglutição e dos membros, tanto
que nenhum movimento lhe era mais possível. Na noite de 22 a 23 de fevereiro,
por volta da meia-noite, a enferma passou por um susto: as irmãs saltaram da
cama, crendo ser iminente o fim. Irmã Elisabete deu um grito: "Oh, a Senhora,
a Senhora!". Irmã Elisabete viu que a Virgem trazia o Menino Jesus nos braços
e entristeceu-se, porque se dava conta de que o Menino estava chorando, e
perguntou: "... chora por mim? Chora pelos meus pecados?". O Menino
era sustentado pelos braços maternos de Maria, sua longa veste branca brilhante
perdia-se em meio ao manto da Virgem; dos olhos desciam abundantes lágrimas
que escorriam pelo seu rosto; os lábios fechados no choro amargurado! A Virgem
disse: "o Menino chora porque não é amado o suficiente, procurado,
desejado mesmo pelas pessoas a Ele consagradas... tu deves dizer
isso!". Irmã Elisabete confessou que, com a alma desesperada por não saber
conciliar o desejo da Virgem com sua incapacidade intelectual e física - na
conversa ela pensava estar muda e morrendo - teve, no ápice da dor, uma luz
inesperada e sentiu-se inspirada a dizer: "Oh, Nossa Senhora, dá-me um
sinal!". A Virgem sorriu benevolente, mas sempre triste. Inclinou-se levemente
em direção à irmã e disse-lhe: "Te dou a saúde!", e desapareceu com o Divino
Filho. A Superiora, chamada pela enfermeira, foi rapidamente ao quarto da
Irmã Elisabete, certa de que estava já no fim da vida, e encontrou-a diante de
si, em pé, luminosa, com os olhos resplendentes, colocando os braços no colo, e
disse-lhe: "Superiora, Superiora, Nossa Senhora curou-me e pediu-me
para dizer... para dizer que Jesus chora, porque não é amado o suficiente,
procurado, desejado pelas pessoas a Ele consagradas"
o Menino chora
Irmã Elisabete com sua familia,
antes de fazer-se religiosa
Irmã Elisabete Redaelli jovem
A Congregação das Marcelinas
acolheu a mensagem divina
com empenho e amor. Em Cer-
nusco, o quartinho da aparição
foi transformado om Conola-
uma estátua de Nossa Senhora,
feita proporcionalmente a partir
das indicações da vidente, re-
corda a todos a mensagem da
qual a Virgem nos fez deposi-
tários. Inúmeros ex-votos
(objetos ofertados) atestam o
Virgem
Mãe
por
ser
honrada
sob o título
de Nossa
do Divino
Pranto
As Irmas Marcelinas, desde
sua fundação, sempre se ocu-
param da educação dos jovens
e dos pequenos
Representação da aparição
Capela construída
no local da
aparição
Estátua da Virgem do Divino
Prante o ne intimore ov. untor
pelas graças recebidas
Sempre na Lombardia, em Fal.
laveochia, no ano de 1512, exata-
mente em 1 4 de março, esta
antiga imagem de Nossa Senho-
ra foi vista por muitos a chorar
Também em Trevisdio na Lom-
bardia, em 28 de fevereiro de
1522, por volta das 8 horas, a
imagem de Maria pintada no
muro da Igreja de S. Agostinho,
anexa ao monastério das Agos-
tinianae como penarar
abundantes lágrimas dos olhos
e suor de todo o corpo. Sempre
naqueles dias, a Virgem, graças
às ferventes orações que os mo
radores de Treviglio a ele diri.
com ne moie id co viam om
vias de ser invadidos e saquea-
dos pelas tropas francesas, in-
tercedeu para que fossem pou-
pados
Também em Rho, sempre na
Lombardia, surge o Santuário
da Bem-Aventurada Virgem
Dolorosa que São Carlos Bor-
romeo fez construir para recor-
dar as lacrimações de sangue
por parte da Virgem da Pieda-
de, representada no afresco de
uma pequenina capela, evento
ocorrido em 24 de abril de 1583
Em 1620, no episcopado de
Federico Borromeo, na Igreja
de São Celso, em Milão, a ima.
gem de "Nossa Senhora entre
os Se Navário e Celso" (obra
pitoresca do XIV séc., um tem-
po na preexistente igrejinha
de São Nazário em Campo)
comecou a lacrimeiar do olho
esquerdo. O milagre levou vida
do sua importância e a devoção
entre os milaneses
A história do Convento de Don-
so é profundamente ligada a
uma efigie da Virgem com o
Menino, originariamente colo-
cada em um vão ao longo do
Rio Albano e da estrada
Rainha A imarem em afresco
era conhecida desde 1511 com
o título de "Nossa Senhora do
Rio", e depois do prodígio da
lacrimação, ocorrido em 6 de
setembro de 1553, foi denomi-
nada "Nossa Senhora das
Lágrimas"
A origem do Santuário de Lez-
zeno de Bellario deve-se a um
evento miraculoso ocorrido em
1688, quando um camponês
do local, dirigindo sua oração
à estátua de gesso de Santa
Maria, mantida em uma cape-
linha próxima a seus campos.
viu-a chorar lágrimas de san-
gue. Além do pio camponês,
houve outras testemunhas que
presenciaram a efigie sangran-
do. Logo a notícia espalhou-se
e. após atentas análises. foi
oficialmente reconhecido o mi-
lagre, devido aos graves sofri-
mentos causados pela peste na
região durante o século XVII.
pelos lanzicheneccos (soldados
alemães do período renascen-
tista) e pela descida dos fran-
caps na difusão do Protestan.
tismo. considerado uma
heresia

Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis

Mensagem central

Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.

Ligação com o Tratado

No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.

Nossa Senhora de Cernusco sul Naviglio, conduzi-nos a Jesus, fortalecei nossa fé e ensinai-nos a viver como verdadeiros filhos de Maria. Amém.
Fontes consultadas