Divulgação, estudo e prática do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Nossa Senhora de Cerreto di Sorano

Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Cerreto di Sorano, em Itália.

Itália Cerreto di Sorano Aparição ou devoção mariana catalogada
Painel oficial sobre Nossa Senhora de Cerreto di Sorano
Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis (https://www.aparicoesdenossasenhora.org/pt/avm/home)
Vidente(s)

A confirmar nas fontes locais.

Situação eclesial

Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.

História

Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Cerreto di Sorano, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.

Complemento documental Texto extraído do painel oficial OCR importado

Aparição da Virgem Maria em
CERRETO DE SORANO
ITÁLIA, 1853
proprietários dos terrenos adjacentes. Uma das famílias era a de Antonio Nucci e Maria Stella Franci, que tinham quatro
filhos. A última menina, nascida em 26 de novembro de 1841, chamava-se Verônica. Quando tinha 12 anos, um dia estava
nos campos disposta a pastorear suas ovelhas. De repente o céu cobriu-se de nuvens e o tempo escureceu. Logo relâmpagos e trovões
criaram uma atmosfera de medo. A menina, que estava com o irmão João Batista, menor que ela, apressou-se a conduzir as ovelhas
para uma cabana vizinha a fim de protegê-las. Repentinamente começou a chover. O irmão já estava abrigado com as ovelhas, enquanto
Verônica estava parada a olhar espantada uma senhora vestida de branco justamente naquele lugar. Além disso, ao redor daquela
senhora muito iluminada não caía a chuva. Este é o justo testemunho que deu Verônica: "Vi diante de mim uma mulher ajoelhada...
chamou-me e fez-me ajoelhar... era muito bela, usava um vestido de fundo branco repleto de florzinhas vermelhas...
cingia-se com uma faixa de cor preta cintilante... tinha sobre a cabeça um manto de cor celeste, que lhe descia até a
dobra dos joelhos...". Tinha as mãos estendidas como em posição de súplica e sobre a cabeça uma coroa de ouro, no meio da qual
havia uma cruz. A senhora disse-lhe para aproximar-se sem medo, porque não se molharia apesar da chuva. Virada em direção à igreja
paroquial, pediu a Verônica de rezar junto com Ela. A menina observou as lágrimas no rosto da Senhora e, perguntando-lhe o motivo
de sua dor, esta lhe respondeu que chorava pelos pecadores: "Choro por tantos pecadores. Vê como chove? São mais
numerosos os pecados que as gotas de água que caem. Meu Filho tem as mãos e os pés cravados e tem cinco chagas
abertas. Se os pecadores não se acalmam, quer mandar o fim do mundo". Depois lhe recomendou: "Diz todos os dias
sete Pai-Nossos, Ave-Marias e Glória ao Sangue Derramado de Jesus, cinco Pai-Nossos, Ave-Marias e Glória às
cinco chagas e sete Pai-Nossos, Ave-Marias e Glória a mim, que me chamo Maria Dolorosa". Verônica, que durante
todo o tempo passado junto à Senhora não tinha sido tocada nem mesmo por uma gota de chuva, tornando à casa encontrou a mãe
doente e não lhe confiou imediatamente o acontecimento excepcional, mas o fez no dia seguinte, na presença de outros, que ficaram
maravilhados e confusos como seus familiares. Logo a notícia da aparição de Nossa Senhora espalhou-se como um raio nas cidades
vizinhas; na manhã seguinte, muitas pessoas foram à casa de Verônica para saber, para ouvir da sua boca o ocorrido; mas um primo
seu pegou uma cruz de madeira, pôs-se a caminhar e todos o seguiram em silêncio; a cruz foi fincada no local da aparição e lá todos
perceberam com estupor, sobre o terreno molhado, as marcas de uma pessoa ajoelhada. Portanto Verônica tinha dito a verdade! Em
22 de maio foi informado o arcipreste Busatti, o qual também se dirigiu ao local, onde ainda se viam os rastros da "Senhora".
Imediatamente iniciaram as primeiras peregrinações espontâneas. Alguns dias depois, enquanto Verônica rezava na colina da aparição,
ouviu uma voz que lhe disse: "Verônica... vai até o Bispo e diz a ele que se construa aqui uma capela".
As autoridades eclesiais, desde o pároco de Sorano ao Bispo de Sovana-Pitigliano, iniciaram as investigações sobre o caso, mas ao
mesmo tempo multidões sempre mais numerosas acorriam ao Cerreto, e não levou muito tempo para que chegassem mesmo de longe.
Fez-se necessário salvaguardar Verônica, a quem todos queriam ver, ouvir, tocar... assim se tomou a decisão, que ela aceitou
tranquilamente, de levá-la ao Mosteiro das Clarissas de Ischia di Castro. Ali a menina, com o nome de Verônica de Maria das Dores,
fez os votos e viveu de maneira exemplar, com mansidão, pobreza, fortaleza de ânimo e movida por experiências místicas; morreu em
odor de santidade em 1862, com apenas 21 anos.
No local da extraordinária aparição, com as ofertas dos inúmeros fiéis que visitavam o Cerreto, foi iniciada a construção de uma
igrejinha, que foi terminada somente em 1864 por causa das agitações devidas aos eventos que levaram à unidade da Itália; esta se
tornou paróquia em substituição à antiga Paróquia de Santa Maria de Áquila, já em más condições.
Pintura da Virgem que aparece a Verônica Nucci
Em 20 de julho do ano seguinte, após mudar de ideia, o arcipreste
Busatti escreveu ao Papa Pio IX, narrando-lhe em detalhe o que
havia ocorrido. Em13 de agosto o Pontífice respondeu-lhe com
uma carta cujo original hoje se conserva no arquivo da Diocese
de Pitigliano. Eis um trecho do que escreveu o Papa: "Escreve
de ter-se ocupado da questão e de ter interrogado a própria
menina. Se bem que não tenham sido poupadas severas
advertências e ordens rigorosas, de perto e de longe houve
grande concentração de gente, que também deu esmolas
para erguer a Deus uma Capela em honra de Sua Mãe
Dolorosa. Pede conselhos a nós de como deves proceder-
te [...] É necessário... que aquilo que se pôde escrever
sobre Verônica Nucci seja guardado diligentemente neste
Arquivo Episcopal. [.] Elogiamos a ideia, Venerável Irmão,
de edificar uma Capela onde a Virgem Dolorosa conta ter
aparecido à menina Verônica Nucci. A ti, a este Rebanho
e à Igreja Universal seja de perpétua proteção a Santíssima
Virgem Maria, por quem Deus dispensa tantos favores e
ajudas". Dado em Roma, em S. Maria Maior, no dia 13 de agosto
de 1853. Ano VIII do Nosso Pontificado. Pio P.P. IX
Fachada externa do santuário
aos cuidados das Monias Carme-
litas
Bosque nas proximidades
Vila Cerreto
Irmãs Carmelitas ao redor da
propriedade onde surge o san-
tuário e o vizinho Convento
Carmelita

Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis

Mensagem central

Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.

Ligação com o Tratado

No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.

Nossa Senhora de Cerreto di Sorano, conduzi-nos a Jesus, fortalecei nossa fé e ensinai-nos a viver como verdadeiros filhos de Maria. Amém.
Fontes consultadas