Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Chiquinquira, em Colômbia.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Chiquinquira, em Colômbia, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Aparições da Virgem Maria em CHIQUINQUIRÁ
COLÔMBIA, 1586
e outras aparições
›m 28 de fevereiro de 1529, chegaram a Santa Marta os espanhóis García de Larma, na qualidade de governador, Antonio de Santana e 19
frades dominicanos como missionários e evangelizadores. Em 1540, Antonio de Santana foi para o interior da Colômbia, estabelecendo-se
em Tunja, e em 1560 foi nomeado responsável pelos acampamentos indígenas de Suta e Chiquinquirá. Como bom católico e devoto do
Santo Rosário, fez construir uma capela dedicada à Virgem do Rosário, encarregando o colaborador dominicano Frei Andrés Jadraque, também missionário
naquelas terras, de encontrar uma imagem da Virgem do Rosário. Ele foi até o pintor Alonso de Narváez, residente em Tunja, que retratou no centro
de uma tela de 114 cm x 128 cm - com a técnica a têmpera à base de tintas extraídas de plantas e terra coloridas - uma imagem de Nossa Senhora do
Rosário, tendo ao lado direito Santo Antônio de Pádua e ao esquerdo, Santo André apóstolo. Uma vez terminado (1562), o quadro foi levado a Suta e
colocado na capela que Antonio de Santana tinha construído. Tendo sido edificada com juncos entrelaçados, barro e palha, a capela deteriorou-se
rapidamente e o quadro ficou exposto ao sol, ao vento e à chuva, danificando-se até o ponto de perder a cor e apresentar buracos e rasgos. Em 1578,
chegou a Suta o catequista presbiteriano Juan Alemán de Leguizamón, que mandou tirar o quadro da capela (visto que já estava em avancado estado
de deterioração) e substituí-lo por um Cristo na Cruz; Catalina García de Irlos, mulher de Antonio de Santana, levou-o ao casarão de Chiquinquirá
como se fosse um objeto qualquer. Chiquinquirá encontra-se no vale de Saravita, na zona central da Colômbia. O nome significa "lugar de culto aos
deuses", embora na língua muisca tenha também o significado de "lugar da neblina", dada a rigidez do clima e a frequente e espessa neblina que a cobre.
Diz-se que os próprios indígenas desistiram de viver lá, irritados pelo frio contínuo e excessivo. Em 1584, chegou a Tunja Pedro Santana, sobrinho de
Antonio de Santana, e no ano seguinte o alcançou a mulher, María Ramos, com os dois filhos, o cunhado e uma doméstica. Todavia María Ramos
encontrou seu marido vivendo com outra mulher e, assim, pegou consigo os dois filhos, foi a Chiquinquirá, onde os acolheu Catalina García de Irlos,
que desde 1582 era viúva de Antonio de Santana. María Ramos era uma religiosa fervorosa e desejava dar paz à própria inquietude, portanto pediu a
Catalina García de mostrar-lhe um local em que pudesse rezar quando tivesse necessidade; esta lhe indicou a capela em que se encontrava a tela da
Virgem, já consumida e suja. María Ramos notou que o quadro estava descuidado e era utilizado somente para fazer secar o grão; comoveu-a também
o fato de que o oratório estivesse em estado de total abandono. Então decidiu recuperar a tela e, sabendo que nela estava pintada a imagem da Virgem,
colocou-a sobre o altar, tentando consertá-la ela mesma. Condoía-se por ver que não conseguia nem distinguir com nitidez nem identificar pelos traços
da pintura a imagem da Virgem Maria, ao ponto que durante suas orações matinais perguntava sempre: "Até quando, Rosa do Céu, deverás permanecer
oculta? Quando chegará o dia em que te manifestarás e te deixarás ver, a fim de que meus olhos possam gozar de tua soberba beleza, que enche minha
alma de prazer e alegria?'.
Sexta-feira, 26 de dezembro de 1586, às nove da manhã, depois de ter estado por mais de duas horas em oração, María Ramos levantou-se de seu lugar
para sair da capela; naquele momento passava por ali uma índia, chamada Isabel, que segurava um menino de nome Miguel, e disse-lhe: "Olha, olha".
Isabel olhou para o altar da capela e viu que a imagem de Nossa Senhora estava em pé no chão e emitia uma luz que enchia toda a capela. Repleta de
estupor, disse em voz alta a María Ramos, que estava saindo do lugar de oração: "Olha, olha, senhora, a Mãe de Deus desceu de onde se encontrava e
agora tomou o seu posto, e parece que está queimando". María Ramos ficou admirada ao ver tal prodígio e, cheia de espanto, aproximou-se do altar
chorando e jogou-se aos pés da Santíssima Virgem; temerosa, pousou sobre ela o olhar e viu realizar-se os próprios desejos, porque viu a imagem da
Mãe de Deus, ligeiramente inclinada para o altar, no mesmo lugar onde costumava ajoelhar-se. Sua beleza era incomparável e recoberta de cores
extremamente brilhantes, e emanava uma imensa luz que inundava todos os santos que a rodeavam e a capela inteira. Tinha o rosto de uma cor muito
viva e a pintura parecia completamente restaurada. Chegaram a este ponto Juana de Santana, Catalina García de Yrlos e Ana Domínguez, que
repuseram o quadro em seu lugar e correram para dar a notícia do milagre. Todos os que tinham visto a tela anteriormente foram testemunhas de sua
restauração e as comissões enviadas pelo arcebispo Zapata de Cárdenas, o padre Juan de Figueredo, de Suta, e o padre Gerónimo de Sandoval, de Villa
de Leyva, e os funcionários Diego López de Castiblanco e Andrés Rodríguez ratificaram, em 10 de janeiro de 1587 e 12 de setembro do mesmo ano, a
autenticidade do milagre. Foram recolhidas provas uma após a outra, a fim de que não houvesse mais dúvida, e teve início o culto miraculoso da Virgem
do Rosário de Chiquinquirá.
Maracio Contamentradicio
Igreia de La Renovación onde ocorreu o milagre. Em 26 de
decidiu pendurá-la na parede. Segunda-feira, 18 de novembro, a velha senhora ouviu por três vezes
sem que mao de nomem intervesse para o restauro
de Deus; 193 anos após o milagre, em 18 de
nto em honra da Virgem de la Chinita
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.