Divulgação, estudo e prática do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Nossa Senhora de Cuba

Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Cuba, em Cuba.

Cuba Cuba Aparição ou devoção mariana catalogada
Painel oficial sobre Nossa Senhora de Cuba
Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis (https://www.aparicoesdenossasenhora.org/pt/avm/home)
Vidente(s)

A confirmar nas fontes locais.

Situação eclesial

Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.

História

Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Cuba, em Cuba, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.

Complemento documental Texto extraído do painel oficial OCR importado

Aparições da Virgem Maria em CUBA
REPÚBLICA DE CUBA, 1612
lonso de Ojeda e os primeiros conquistadores de Cuba pretendiam impor-se sobre os índios. Estes, porém, os desprezaram e os espanhóis
foram obrigados a fugir atravessando montes e pântanos para salvar suas vidas. Então chegaram à aldeia indígena de Cueibá, na zona de
Jobabo. Os índios, vendo-os bastante mal, tiveram compaixão deles e ajudaram-nos. Em sinal de gratidão, Alonso Ojeda construiu uma
pequena ermida com ramos de árvores, talvez a primeira em território cubano. Lá colocou uma preciosa imagem de Nossa Senhora que lhes pertencia,
para respeitar o voto que havia feito de doar a imagem se tivesse saído são e salvo daquela situação difícil. Ensinou os índios a rezar a Ave-Maria e a
oração difundiu-se tão rapidamente entre os indígenas que, em seguida, Cuba começou a ser conhecida como "a ilha da Ave-Maria". Mesmo se não
entendessem muito bem a religião, os índios daquele local veneraram a imagem e se ocuparam com grande cuidado e diligência da ermida quando Ojeda
foi embora. Esta era a situação que encontrou o Padre de las Casas quando chegou à aldeia de Cueibá. Por volta de 1612, ou início de 1613, dois irmãos
índios e um garotinho negro de nove ou dez anos foram procurar sal nos arredores da Baía de Nipe. Chamavam-se, respectivamente, Juan de Hoyos,
Rodrigo de Hoyos e Juan Moreno ("Os três Juans", segundo a tradição). Enquanto iam à procura do sal, apareceu a eles a imagem da Virgem. O que
segue é o relato do acontecimento feito por Juan Moreno em 1687: "... depois de ter acampado em uma pequena ilha chamada Francés, que
está no centro da Baía de Nipe, com a intenção de ir para a salina assim que tempo melhorasse, numa manhã em que o mar estava
calmo, Juan e Rodrigo de Hoyos e o abaixo-assinado deixaram a ilha antes da aurora. Subiram em uma canoa para dirigir-se à salina
e, pouco depois de se terem afastado da ilhota Francés, notaram algo branco sobre a espuma da água; inicialmente não conseguiram
entender o que era e quando se aproximaram pensaram que pudesse tratar-se de palha e ramos secos. Os índios disseram entre eles
que parecia uma menina e, enquanto estavam fazendo estes discursos, chegaram sempre mais perto do objeto e reconheceram a imagem
de Nossa Senhora, a Santíssima Virgem, com um Menino Jesus entre os braços, colocada sobre uma pequena tábua na qual aparecia
escrito "Eu sou a Virgem da Caridade". Com grande estupor, perceberam que a veste, que era de tecido, não estava molhada. Cheio
de alegria por esta descoberta, recolheram só dois terços do sal necessário e voltaram às terras de Barajagua...". O administrador real
das minas de cobre, Don Francisco Sánchez de Moya, ordenou a construção de uma ermida para colocar a imagem e nomeou Rodrigo de Hoyos capelão.
Uma noite, Rodrigo foi fazer uma visita à Virgem e percebeu que a imagem não estava no seu posto. Imediatamente foram organizadas buscas, mas
sem sucesso. Na manhã seguinte, com enorme surpresa da parte de todos, a Virgem estava novamente sobre o altar, algo muito estranho e inexplicável,
porque a porta da ermida tinha ficado fechada a noite toda. O fato repetiu-se outras duas ou três vezes até que, em Barajagua, se começou a pensar
que a Virgem desejava mudar de lugar. Assim, com grande pesar, levaram-na em procissão até a igreja paroquial do Cobre. A Virgem foi acolhida em
sua nova casa, onde foi colocada sobre o altar-mor, com um festivo repique e grande alegria. Desde então foi conhecida como a Virgem da Caridade do
Cobre. O desaparecimento da Virgem repetiu-se também em Cobre. Pensou-se, então, que a Virgem desejasse estar sobre as montanhas da Sierra
Maestra. Isso foi confirmado quando uma menina chamada Apolônia subiu até a colina onde se encontravam as minas de cobre em que sua mãe
trabalhava. A garota estava perseguindo borboletas e colhendo flores quando viu a Virgem da Caridade no cume de uma montanha. A notícia da pequena
Apolônia pôs todos em grande agitação. Alguns acreditavam nela e outros não, mas a menina permaneceu sempre coerente em seu testemunho. Portanto
se decidiu transferir a Virgem para as montanhas. A partir da aparição, a devoção à Virgem da Caridade espalhou-se muito rapidamente em toda a
ilha, não obstante fossem difíceis as comunicações.
Foi justamente em Cobre, em 1801, que os mineradores, apoiados pelo padre Alejandro Ascanio, obtiveram a liberdade graças a um Decreto Real emitido
em 7 de abril. Com o passar dos anos, o recinto foi ampliado para permitir a construção de um novo Santuário em condições de acolher o crescente
número de peregrinos. A inauguração, com a transferência da Virgem, ocorreu em 8 de setembro de 1927. Já em 1977, o Papa Paulo VI elevou à dignidade
de Basílica o Santuário Nacional da Caridade do Cobre. A Virgem da Caridade foi coroada Rainha e Padroeira de Cuba por Sua Santidade João Paulo
II em 24 de janeiro de 1998, durante a Santa Missa celebrada em ocasião de sua visita apostólica a Santiago de Cuba.
O Santuário d Virgem d Caridade do Cobre
A petito do Virgem do Caridado de Cabra

Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis

Mensagem central

Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.

Ligação com o Tratado

No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.

Nossa Senhora de Cuba, conduzi-nos a Jesus, fortalecei nossa fé e ensinai-nos a viver como verdadeiros filhos de Maria. Amém.
Fontes consultadas