Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Fuerteventura, em Espanha.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Fuerteventura, em Espanha, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Aparição da Virgem Maria em
FUERTEVENTURA
ILHAS CANÁRIAS, 1443
estatueta milagrosa de Nossa Senhora da Penha, que ainda hoje é objeto de grande culto por parte dos
moradores das Ilhas Canárias, pode ser venerada no Santuário Romeria, que se encontra em Vega del
Río Palmas (Fuerteventura). A estatueta é de alabastro e representa a Virgem Maria sentada com o Menino
Jesus nos joelhos. Tem 23 cm de altura, segundo os cânones do gótico francês do século XV, e está no centro do
retábulo do altar-mor da frequentadíssima ermida de Vega del Río Palmas. Pensa-se que foi levada da França por
Jean de Béthencourt (1360-1425), que recebeu o título de Rei das Canárias. Este fato ocorreu por volta de 1405 e a
Virgem começou a ser venerada na primitiva ermida que o conquistador normando erigiu em Vega del Río Palmas.
A presença da imagem mariana sempre esteve ligada à conquista franco-normanda de Fuerteventura e Lanzarote
que data do início do século XV. A imagem teria sido utilizada como efigie da batalha e como ícone para a evangelização
dos nativos, estratégia comum a outras iniciativas do mesmo tipo que ocorreram no processo de expansão das sociedades
atlânticas. Manuel Barroso, historiador originário de Fuerteventura, passou um quarto de século a consultar textos
e tratados antigos e encontrou referências seja no Arquivo Diocesano das Canárias seja no Le Canarien, um incunábulo
que se encontra no British Museum e do qual foram impressas muitas edições em fac-símile. É uma obra que narra
as crônicas da conquista dos franceses chefiados por Béthencourt, cujos assistentes escreveram a história deste
personagem e de como deixou suas propriedades na ilha em 1402. Nesta obra, o autor informa-nos que o conquistador
foi até Sevilha, onde buscava obter os favores do rei para voltar a Betancuria e conquistar a Maxorata. Conta-se como,
entre os utensílios abandonados, estivesse a imagem da Virgem, chamada então Nossa Senhora do Malpaso, porque
se encontrava nesse lugar. O livro é intitulado La Virgen de La Peña de Fuerteventura. Su Historia. Sus coplas. (A
Virgem da Penha de Fuerteventura. Sua história. Seus versos). Um trabalho árduo e difícil porque não existiam
documentos relativos à história da Padroeira de Fuerteventura. Após a batalha, a Virgem foi abandonada, coberta
de pedras e esquecida até que, 40 anos depois, em 1443, foi descoberta por dois monges franciscanos. Provavelmente
depois que os franceses tinham abandonado a ilha, em 1405, a imagem tinha desaparecido por algum tempo, pois os
ataques dos piratas tinham levado os fiéis a protegê-la dos perigos para evitar que fosse profanada ou roubada. Em
seguida, foi reencontrada graças a uma aparição miraculosa ocorrida na barragem de Malpaso, na presença de São
Diego de Alcalá e Frei Juan de Santorcaz, monges franciscanos considerados santos que viviam no convento de São
Boaventura em Betancuria. Este é o relato tradicional, da história da Padroeria de Fuerteventura, a Virgem da Penha:
"Frei Diego, guardião do convento de Betancuria, um dia notou a falta de Frei Juan de Santorcaz: visto
o atraso deste último, perguntou aos pastores do lugar se o tinham visto, porque sabia que o zelo de Frei
Juan frequentemente o impulsionava a ir a lugares inacessíveis e difíceis de evangelizar. Os pastores
disseram somente que tinham visto algumas luzes e clarões no precipício do Rio Palmas. Frei Diego,
então, desceu ao precipício com os pastores e outros religiosos. Lá viram flutuar o chapéu de Frei Juan
nas águas da represa e, ao fundo da mesma, o frade de joelhos em oração. Um dos pastores aproximou-
se da poca e o fez sair. O frade estava em êxtase e suas roupas estavam secas. Frei Juan contou em
seguida que, enquanto passava para aquela parte, havia escorregado e no momento em que estava caindo
na poça tinha se recomendado à Virgem Maria, que o tinha salvado, aparecendo a ele. Este lugar se
chamava Buen Paso y Mal Paso. Vendo os clarões que provinham da rocha, Frei Diego decidiu, sob
inspiração divina, abri-la. Uma vez aberta a rocha, apareceu a escultura branca da Virgem com o Menino
Jesus que desde então foi chamada Virgem da Penha".
Aparição da Virgem da Penha, século XVIII, Museu de Arte
Sacra de Betancuria
Jean de Béthencourt (1360-1425) recebeu o título de Rei das
Canárias e contribuiu de modo particular à evangelização
das Ilhas Canárias
Igreja Nossa Senhora da
Penha, Vega de Rio Palmas
(Rhortorontro)
Interior da Igreja Nossa
Na Basílica de Nossa Senho-
ra do Pinho, padroeira das
Ilhas Canárias, em Teror, até
hoje é conservada uma repre-
sentação pictórica da apa-
rição de Fuerteventura. Nes-
ta renresentacão a Virgem
Maria e o Menino Jesus estão
ambos coroados e envolvidos
por um grande manto ver-
melho em brocado com tons
dourados com uma inscricão
em latim que diz: Vera Efi-
pies, Virginis De Rupe. Signi-
fica que é uma representação
fiel da imagem original. Foi
doada pelo vivandeiro da Ca-
tedral de Las Palmas, Diego
Álvarez.
Trata-se de uma pintura a
óleo sobre tela de um autor
anônimo das Canárias que
remonta a 1711. Outras se
encontram em lugares des-
conheridos mmo nor evem.
plo, o quadro de 1786 enviado
ao Hospital de San Martinho
Esta imagem. de
grande beleza,
apresenta mui-
tas mutilacoes
evidentes,
Já desde 1600.
nos domimontad
relativos à reconstrução, se
faziam notar estas faltas.
Atualmente diversas partes
estão danificadas: a mão
esquerda e a cabeca da Virgem,
algumas áreas da base e a
braço direito e a perna esquer-
da do Menino Jesus. Conta-se
que os Mahos (os nativos da
ilha) guerrearam contra os
franceses e destruíram as for-
talezas de Risco Roque e tam-
bém o Puerto de los Jardines.
A história narra que foi naque-
la ocasião que o Menino Jesus
perdeu a cabeça e parte de al-
guns membros
A estatueta miraculosa
repetto grafico Mene
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.