Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Gyor, em Hungria.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Gyor, em Hungria, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Lacrimações da Virgem Maria em MÁRIAPÓCS e GYÕR
HUNGRIA, 1696 - 1697
imagem mariana venerada na Catedral de Gyor vem da distante Irlanda. Quem a levou foi o Bispo Walter Linch, obrigado ao exílio pela feroz
perseguição de Oliver Cromwell em 1644. Inicialmente a imagem era venerada na cidade de Galway, na costa ocidental da Irlanda. Após a morte
de Linch, ela foi posta para veneração na Capela de Santa Ana na Catedral. Em 1697, no dia 17 de março, festa de São Patrício, padroeiro da
Irlanda, das 6h às 9h da manhã, a imagem lacrimou e suou sangue na presença de uma numerosa multidão. O Cabido da Catedral examinou o fenômeno
enquanto se verificava e constatou sua sobrenaturalidade. Até hoje é conservado o sudário usado para recolher as lágrimas e ainda podem se perceber as
marcas que elas deixaram no rosto da Virgem. A repercussão do fato foi grande e chegou até a Irlanda. Desde aquele ano, a festa principal da Catedral de
Gyõr, na Hungria, passou a ser a de São Patrício, aniversário da lacrimação.
O vilarejo de Máriapós ficou famoso apenas no final do século XVII, em 1696, graças ao milagre da lacrimação do ícone de Nossa Senhora.
Naquele tempo a comunidade católica de rito bizantino de Pós teve à disposição para as funções religiosas uma pequena igreja, feita de madeira (construção
típica para a época e para a região). Em 1675, o então pároco, Dániel Papp, quis restaurar a velha iconóstase (parede divisória decorada com ícones que separa
a nave da igreja do Santuário bizantino) da igrejinha. Ao mesmo tempo, um membro da comunidade, László Csigri, pediu para pintar um ícone de Nossa
Senhora para doá-la à igreja, como ato de agradecimento à Virgem Maria pelo seu retorno da prisão turca. O pintor, István Papp, irmão do pároco, exigiu 6
florins de ouro pelo ícone. Os pais do doador, porém, não tiveram condições de pagar a soma pedida. Por este motivo, o ícone foi vendido a Lörine Hurta, prefeito
do vilarejo, o qual o doou à igreja. O ícone como obra de arte não é de grande valor. Ele foi pintado sobre uma tábua de madeira de bordo, que media 70x50
cm. O ícone é uma "hodigitria" ("aquela que indica a via"). Maria tem o Menino na mão esquerda e com a mão direita o indica. Ao lado das cabeças, circundadas
por uma auréola, se leem as letras gregas "MP-OY" e "IC-X'", isto é, "Mãe de Deus" e "Jesus Cristo". Maria está vestida de púrpura, o Menino com a sua
direita dá a bênção e na esquerda tem uma flor, semelhante a um lírio. A cruz pendurada no pescoço do Menino é uma exceção na iconografia. Na parte superior
do ícone se veem uns anjos. Depois da Segunda Guerra Mundial, o ícone foi restaurado. Durante os trabalhos de restauração, apareceu a seguinte inscrição:
"Eu, servo de Deus, fiz pintar este ícone em remissão dos meus pecados". Em 4 de novembro de 1696, durante a Santa Missa, um camponês reparou que dos
olhos de Nossa Senhora escorriam lágrimas e o rosto tornou-se triste. A partir daquele dia, o povo começou a afluir para a igrejinha: camponeses, nobres,
soldados e oficiais do exército imperial, funcionários do Comitê. O pároco católico de Kálló levantou o menino moribundo de um oficial próximo ao ícone que,
após tê-lo tocado, recobrou imediatamente a saúde. De 4 de novembro a 8 de dezembro, o ícone chorava quase sem interrupção. Na igreja apresentou-se também
o general Corbelli, comandante do exército imperial na Hungria oriental. Ele, em companhia de outras pessoas, entre as quais havia também alguns fiéis
protestantes, examinou acuradamente o ícone. Uma investigação eclesial foi imediatamente ordenada e levada a cabo. Os protocolos da investigação demonstraram
o fato do milagre. Os protocolos originais foram guardados na Catedral de Santo Estevão de Viena, e hoje se encontram na Biblioteca da Universidade de
Budapeste. Após o primeiro milagre, Pócs tornou-se meta de peregrinações. A igrejinha de madeira mostrou-se pequena demais para acolher o grande número
de peregrinos, por isso se impôs a necessidade de se construir uma nova igreja, que é o atual Santuário.
Em 1° de março de 1697, após a ordem do imperador Leopoldo I e da esposa Eleonora, o ícone milagroso foi transferido a Viena e exposto na Catedral de Santo
Estevão. Foram feitas inúmeras cópias do ícone. Na Hungria, na Áustria, na Alemanha e na Suíça encontram-se reproduções do ícone de Máriapós. No lugar
do ícone miraculoso transferido a Viena foi exposta uma cópia (presente do Bispo de Eger) também em Máriapós. O novo ícone, porém, foi reconhecido pelos
fiéis apenas em 1715, quando apareceram lágrimas nos olhos também deste ícone, em 1°, 2 e 5 de agosto. Após este evento, as autoridades eclesiais concederam
a veneração do segundo ícone. Em dezembro de 1905, o ícone chorou pela terceira vez, quase por um mês inteiro. O fato inquestionável do milagre foi constatado
por comissões eclesiais e estatais.
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.