Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Montefalco, em Itália.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Montefalco, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Aparições da Virgem Maria em
MONTEFALCO
ITÁLIA, 1861
ito anos após a definição do dogma da Imaculada Conceição (1854), próximo a Montefalco, na Arquidiocese
de Spoleto, a Bem-Aventurada Virgem dignou-se aparecer algumas vezes a um menino de cinco anos,
Federico Cionchi, familiarmente chamado Righetto. Um dia ele estava com a irmã Rosa, dois anos
mais velha, perto da igreja em ruínas, talvez para jogar, ou para pastorear as ovelhas. Entrando para dizer uma
"Ave Maria", pararam entre as ruínas e Righetto foi atraído pela imagem da Virgem, que lhe sorria e o chamava.
Voltando para casa, Righetto disse à mãe: "Sabe, mamãe, lá dentro (apontando para a igrejinha) uma
mulher me chamou", depois virando-se para a irmã Rosa: "Não é verdade, Rosinha?". A mãe acrescentou:
"E o que ela te disse?". A Senhora disse-me: "Righetto, sê bonzinho!". Olhava-me e sorria para mim.
A irmã Rosa, não tendo visto nem ouvido nada, negou tudo e com as réplicas de Righetto surgiu uma disputa infantil,
que terminou com o inocente menino em lágrimas. A mãe pediu silêncio aos filhos e não deu fé às palavras de
Righetto, atribuindo-as às fantasias das crianças. Naquela noite, tudo se acalmou no sono, mas isso não impediu
que Righetto voltasse à igreja no dia seguinte e nos próximos, atraído fortemente por uma bela Senhora que o
chamava pelo nome e, sorrindo, pegava-o no colo e dizia-lhe palavras muito belas.
Um dia, a mamãe Catarina tinha saído muito cedo e deixara Righetto na cama. Quando acordou, não esperou o
retorno da mãe para ir à igrejinha, mas vestindo-se sozinho pela primeira vez, correu aos pés da "bela Senhora".
Quando a mãe voltou para casa, não encontrando o filho, procurou-o por toda parte, sem encontrá-lo. Enquanto o
procurava, os olhos voltaram-se para a janela e viu-o, cantarolando e saltando, retornando da igrejola. Assim que
entrou em casa, a mãe Catarina fez-lhe uma solene repreensão: "O que foi isso de sair de casa tão cedo e sem
alho dano para anda rio cant
permissão?". Ao que ele respondeu entristecido: "Fui ver a minha Senhora". E a mãe: "Eu queria saber por
que precisas ir tão longe visitar Nossa Senhora, se em casa há tantas imagens?". E Righetto: "Lá, mamãe,
eu vejo uma Senhora tão bela que me diz: "Righetto, sê bonzinho" e então me pega pela mão e me diz
para ser bom e que vá frequentemente a encontrá-la. É por isso que vou sempre lá", e indicava a igrejinha
de S. Bartolomeu.
Mamãe Catarina guardou por muito tempo o segredo, mas um dia decidiu confiá-lo a uma amiga, Ângela Cianfroni:
"Quem sabe se devo crer no que me diz Righetto, ou seja, que na capela de São Bartolomeu ele vê
Nossa Senhora? Que o chama pelo nome, o pega pela mão e se põe a falar com ele?". Ao que Ângela, com
uma sabedoria de gente simples, respondeu: "Não sabes, minha cara, que Nossa Senhora e os Santos gostam
muito das crianças? Elas, de fato, não são pecadoras como nós. As crianças são almas puras e atraem
a benevolência do Céu".
Os boatos das aparições de Maria a Righetto comecaram a passar de boca em boca e em pouco tempo chegaram a
todo o condado de S. Lucas e Fratta. A gente vinha de todo canto: em peregrinação, em procissão e de toda forma.
Os vários peregrinos, depois de ter cumprido sua devoção à Mãe de Deus, sentiam o forte desejo de ver o pequeno
vidente. Por sua vez, Righetto, de bom grado, satisfazia a curiosidade destes. Houve muitos milagres e, dado o
número de peregrinos, as autoridades eclesiásticas decidiram construir um santuário em honra das aparições.
Righetto entrou para a Congregação dos Religiosos Somascos e tornou-se sacerdote. Morreu em 1923 em odor de
santidade.
Pinturas que representam as aparições
O Santuário de Nossa Senhora da Estrela
Righetto Cionchi
Interior do santuário
A imagem de Nossa Senhora
de Petrola
Righetto Cionchi quando se
tornon sacerdote
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.