Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Montefortino, em Itália.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Montefortino, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Aparição da Virgem Maria em
MONTEFORTINO
ITÁLIA, 1000
ituado num grande desfiladeiro no coração dos Montes Sibilinos, entre encostas arborizadas e penhascos
íngremes, completamente imerso no silêncio e isolado nas montanhas, surge o sugestivo Santuário
da Virgem do Ambro. Posto nas encostas do Monte Priora e do Monte Castel Manardo, é o Santuário
mais antigo de Marche e, depois de Loreto, o mais importante e visitado local mariano. Todos os anos é meta de
milhares de peregrinos que, cada vez em maior quantidade, vão visitar este lugar de culto e prestar homenagem
à Virgem Maria. O Santuário recebe o nome da vizinha torrente Ambro, afluente do rio Tenna, que escorre ali ao
lado e que, nos quentes dias de verão, dá uma agradável sensação de frescor. É chamado também a "Pequena
Lourdes dos Sibilinos" pela grande semelhança que tem com o grande Santuário situado na França e as
"coincidências" que de algum modo os ligam. Lourdes se encontra nos Pireneus e o Ambro, nos Sibilinos; ao lado
de Lourdes passa o rio Gave, em vez aqui, o rio Ambro; também em Lourdes a Virgem apareceu a uma menina,
Bernadette, enquanto aqui a Santina. Enfim, a rocha que lhe faz de moldura parece recriar a atmosfera da gruta
onde apareceu a Virgem Maria à pequena Bernadette Soubirou. Colocada na cavidade de um pé de faia, estava
uma imagem de Nossa Senhora, e todo dia uma pastorinha chamada Santina, surda-muda de nascença, que
levava nestas terras o seu rebanho ao pasto, costumava levar-lhe flores que recolhia pelo caminho. Num dia do mês
de maio do ano mil, a Virgem apareceu a ela nesta sagrada rocha rodeada por uma esplendente luz e, em troca das
orações e das flores silvestres com as quais a menina usava homenageá-la, deu-lhe o dom da fala. A história de sua
origem acima descrita pode ser lida em uma placa comemorativa encomendada pelo padre Federico da Mogliano
e posta no interior de uma capela que traz assim escrito:
"Em maio do ano mil, a Virgem Santíssima, cingida de extraordinário esplendor, apareceu nesta rocha
sagrada à humilde pastorinha Santina, muda de nascença. A menina obteve o dom da fala como prêmio
pelas orações e ofertas de flores silvestres que todos os dias fazia à imagem de Nossa Senhora posta
em uma cavidade de uma faia..."
No local sacro da aparição, no início do século XI, foi edificada a pequena Igreja de Santa Maria em Amaro ou
Santa Maria de Steterano, confiada aos beneditinos da vizinha Abadia dos Santos Vicente e Anastásio, embelezada
e decorada por muitos bens doados aos monges por feudatários do lugar. Em seguida passou à jurisdição de Fermo
e seu arcebispo, Felice Peretti, que depois se tornaria o Papa Sixto V, ordenou aos cônegos da Catedral de Fermo
de enviar ali estavelmente um capelão. No início do século XVII a Igreja de Santa Maria em Amaro já estava muito
pequena e desgastada pelo tempo, logo se decidiu por construir outra maior. Os trabalhos foram confiados ao
arquiteto Ventura Venturi, da Santa Casa de Loreto, o qual foi encarregado de projetar uma igreja, o atual Santuário
tal qual aparece hoje, que incorporasse ao seu interior a igrejinha original de Santa Maria em Amaro com 6 capelas
laterais colocadas ao longo da nave. Centro da devoção é a miraculosa imagem da Virgem Maria, clássica obra do
século XV esculpida em pedra e pintada a óleo. A Virgem majestosa e sorridente está sentada num trono dourado
e ao lado, apoiado sobre os joelhos, está o Menino que abençoa. Pela grande devoção a esta venerada imagem, famosa
por milagres e graças, o Capítulo Vaticano, em 23 de abril de 1922, decretou a coroação, cuja celebração se deu em
9 de agosto de 1925. O festival popular celebra-se no dia 15 de agosto. No primeiro domingo de setembro, em vez
disso, acontece a característica oferta de "canestrelle de grão" (biscoito feito de trigo), com a procissão de um Crucifixo
de madeira valioso doado ao Santuário pelo Papa Pio XI em 1933. O Santuário desde 1890 é gerido pela Ordem
dos Frades Menores Capuchinhos, que até hoje são atentos e cuidadosos custódios.
A prodigiosa imagem à qual a
pequena Santina levava as flo-
res todos os dias
Ilustração da aparicão
Interior do Santuário
Santuário de Nossa Senhora do Ambro
Afrescos sobre a vida da Vir-
gem que adornam o Santuário
Os Montes Sibilinos oferecem encantadoras vistas, A cadeia
montanhosa dos Sibilinos recebe o nome de uma lenda segundo
a qual nestes montes teria habitado antigamente uma Sibilla,
figura da antiguidade clássica a quem se atribuíam poderes
divinatórios
repetto grafico Mane
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.