Divulgação, estudo e prática do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Nossa Senhora de Motta di Livenza

Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Motta di Livenza, em Itália.

Itália Motta di Livenza Aparição ou devoção mariana catalogada
Painel oficial sobre Nossa Senhora de Motta di Livenza
Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis (https://www.aparicoesdenossasenhora.org/pt/avm/home)
Vidente(s)

A confirmar nas fontes locais.

Situação eclesial

Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.

História

Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Motta di Livenza, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.

Complemento documental Texto extraído do painel oficial OCR importado

Aparição da Virgem Maria em MOTTA DI LIVENZA
ITALIA, 1510
o longo da estrada que de Motta ia até Oderzo, em uma encruzilhada, havia, e ainda há ao lado do atual Santuário, uma capela, chamada Capitel, com a imagem de Nossa Senhora
com um Menino no braço. Um certo Giovanni Cigana, de Motta, um camponês simples e devoto, pai de seis filhos que educou cristămente, quando o tempo lhe permitia, costumava
parar diante desta imagem de Nossa Senhora para rezar o Santo Rosário. Na tarde da sexta-feira, 8 de março de 1510, Cigana estava preparando as ferramentas para arar, à aurora
do dia seguinte, um pequeno campo de sua propriedade, quando chegou o administrador do senhor Girolamo Moro, a quem prestava serviço, que lhe ordenou, em nome do patrão, de dirigir-se no
dia seguinte, com outros dois empregados, a Porto Buffolè, distante de Motta cerca de 15 quilômetros, pegar algumas mesas. Cigana falou de seu trabalho já programado para o dia seguinte, mas
inutilmente; precisou obedecer e mudar todo o projeto de má vontade. Mas pensando consigo como conciliar a ordem do patrão com o desejo de arar seu pequeno campo, veio-lhe em mente um
certo Luigi Facchini, homem hábil e generoso, que habitava nas vizinhanças do campo, pouco distante do Capitel de Nossa Senhora. Certamente o amigo aceitaria ajudá-lo! No outro dia bem cedo
se pôs a caminho e, tendo chegado diante do Capitel, apesar da pressa, parou pare recitar algum Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória como para suplicar a intercessão da Virgem. Quando se levantou
para seguir viagem, olhou para a direita, em um campo semeado com trigo, e viu sentada na terra, diante de si, uma menina com as mãos cruzadas sobre os joelhos e a cabeça inclinada para a
esquerda: tinha as vestes brancas como a neve, resplendentes de luz, as bochechas rosas, e a cabeça coberta por um véu. Pensando que fosse uma menina do local, dirigiu-se em dialeto a saudação
habitual daquelas partes "Deus te dê um bom dia", à qual a garota respondeu: "Bom dia e bom ano" e continuou: "Bom homem, aonde pretendes ir?". Com toda naturalidade, o homem
espondeu: "Quero ir falar a alguém para que venha arar para mim um pequeno trecho de terreno". A jovem continuou: "Oh, aquele virá com prazer e te servirá com prazer
porque tu também costumas ajudá-lo; e repito que virá com prazer e te servirá com prazer". Cigana ficou maravilhado que a garota lhe tivesse dito por duas vezes "te repit
que virá com prazer e te servirá com prazer", mas cheio de uma alegria que não sabia explicar, exclamou com devoção: "Seja agradecido Deus e a Virgem, já que virá assim de bom
grado!". Pronunciadas estas palavras, seus olhos abriram-se e o coração disse-lhe que aquela menina não conhecida era realmente Nossa Senhora, a Virgem Maria. Indescritível foi a comoção do
pobre homem que, confuso, se pôs de joelhos, enquanto Nossa Senhora se levantava e começou a falar com ele, deixando-lhe três ordens: "Jejuai com a vossa família por 3 sábados e pregai
o jejum e a penitência a toda a gente que encontrareis para louvar a Deus e obter misericórdia e perdão do Senhor, rejeitado pelos muitos pecados do povo" Se a
aparição da Virgem encheu de comoção o coração de Cigana, as tarefas que lhe foram confiadas o assustaram e, com tanta humildade, exclamou: "Minha Mãe, ninguém vai querer acreditar
em mim nem me dar crédito". Mas a Virgem Maria assegurou-lhe: "Nesta tarde mesmo darei no sol um sinal extraordinário que sirva para autenticar tuas palavras". Recuperad
lo deslumbramento, o bom homem ficou em dúvida se continuava sua viagem ou se se colocava logo a anunciar tudo o que a Virgem lhe havia ordenado; decidiu ir até a casa de Facchini, não
muito distante, e de pedir-lhe o favor de arar o terreno. Ouvindo o pedido, rapidamente Facchini lhe respondeu que sim, repetindo-lhe por duas vezes, com as mesmas palavras usadas pela Virgem,
a sua disponibilidade. Ao voltar para casa, Cigana anunciou aos familiares e aos conhecidos a visão que teve, os pedidos de Nossa Senhora e, sobretudo, o sinal prometido como confirmação da
aparição ocorrida. Quase ao pôr-do-sol daquele mesmo dia, 9 de março de 1510, o sol, após ter estado quase escondido por uma hora pelas nuvens, apareceu num vermelho tão vivo que parecia
sair de um banho de sangue e muitas foram as testemunhas que o viram. A devoção a Nossa Senhora, já grande no coração de Cigana, explodiu e difundiu-se: a todos falou da visão, mas sobretudo
dos pedidos da Virgem a respeito do jejum dos três sábados consecutivos, para obter o perdão dos pecados e a misericórdia de Deus, e a construção da pequena igreja. Os moradores de Motta e das
cidades vizinhas, assustados com o espectro da epidemia de peste que se espalhava na região por muitos anos, ceifando inúmeras vítimas, e pela ameaça de contínuas guerras sempre iminentes,
acolheram com entusiasmo as palavras de Cigana e executaram os pedidos de Nossa Senhora. O entusiasmo cresceu além da medida, as graças multiplicaram-se; em poucos dias foi construída a
pequena igreja de madeira. A autoridade eclesiástica interveio e instituiu um processo canônico regular; a ata original encontra-se na biblioteca da cidade de Treviso. Inúmeros foram os testemunhos
dados pelas pessoas interessadas aos fatos e que foram agraciadas por intercessão de Nossa Senhora. O último testemunho, em 13 de maio do mesmo ano, foi aquele do prefeito de Motta Girolamo
Venier, escrito de próprio punho. Nele, o Venier declarou que, após ter sofrido por quatro anos com uma dolorosa doença e ter experimentado todo tipo de medicamento, depois da promessa feita a
Nossa Senhora de contribuir com a construção da igreja no local da aparição, ficou completamente liberto de toda enfermidade.

Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis

Mensagem central

Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.

Ligação com o Tratado

No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.

Nossa Senhora de Motta di Livenza, conduzi-nos a Jesus, fortalecei nossa fé e ensinai-nos a viver como verdadeiros filhos de Maria. Amém.
Fontes consultadas