Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Ocotlan, em México.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Ocotlan, em México, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Aparição da Virgem Maria em OCOTLÁN
MEXICO, 1541
o ano 1541, uma terrível epidemia de peste devastava as aldeias da zona de Ocotlán, no México. Um dia, o índio Juan Diego, um
jovem devoto que colaborava com os religiosos e cuidava dos doentes, subindo na encosta ocidental da colina de São Lourenço,
adentrou uma floresta de "ocotes" (pinheiros) que se encontrava próximo a um precipício. De repente, apareceu-lhe a Santíssima
Virgem, que lhe disse com gentileza: "Que Deus te salve, meu filho. Aonde estás indo?". Juan Diego ficou muito surpreso, mas
também muito feliz por aquele encontro. Era muito devoto à Virgem e se preocupava em certificar-se de que seu altar estivesse sempre
cheio de flores. Conseguiu dizer: "Levo a água do rio aos meus doentes, que continuam a morrer sem possibilidade de escapar".
A Mãe de Deus convidou-o a segui-la: "Vem comigo e te darei uma outra água que porá fim ao contágio e permitirá curar
não apenas os teus doentes, mas quem quer que a beba; porque meu coração, sempre disposto a ajudar os doentes,
não suporta ver tantas desgraças sem fazer nada para pôr remédio". Juan Diego, que conhecia bem a zona, nunca tinha visto
fontes de água por aquela parte, mas seguiu humildemente Nossa Senhora até um desfiladeiro onde Ela lhe mostrou a fonte de água
santa. "Pega toda a água que desejas, e está seguro de que, ao contato com uma gota mesmo pequeníssima, os doentes
não só sentirão alívio, mas serão completamente curados". Juan Diego, obediente, encheu sua ânfora com a água milagrosa e
prosseguiu para seu vilarejo natal de Xiloxoxtla. Uma vez ali, deu a água aos doentes de peste e todos se curaram muito rapidamente. O
conhecimento do fato espalhou-se muito rapidamente e muitas pessoas chegaram ao vilarejo em busca de cura e para escutar o testemunho
da aparição da Zoapilzin (Senhora), a Virgem Maria. A Virgem havia dito a Juan Diego: "Ordena de minha parte aos religiosos de
pôr uma imagem minha neste lugar para representar minha perfeição e também para fazer de modo que, por meio
dela, eu possa conceder minhas graças e minha clemência: desejo que seja colocada na capela de São Lourenço". Os
religiosos começaram a questionar o que foi dito por Juan Diego e dirigiram-se pessoalmente ao local em que tinham se dado os fatos.
Chegaram quando já tinha caído a noite e foram surpreendidos pelo prodígio que passaram a contemplar: as árvores ardiam em meio a
chamas altíssimas sem consumir-se. Daqui deriva o nome de Ocotlán, que é a união de duas palavras da língua dos Nahuas: "ocotl" (ocote
ou pinheiro) e "tlatla" (arder). Ou seja, Ocotlán, o pinheiro que arde. A atenção dos presentes foi atraída em particular por um grande
pinheiro no qual penduraram um sinal de reconhecimento antes de voltar ao convento. No dia seguinte, voltaram e abriram com um
machado o pinheiro indicado. Com grande surpresa, descobriram que o coração da árvore era constituído por uma bela escultura de madeira
que representava a Virgem Maria Imaculada. A multidão em festa, junto aos religiosos, transportou nos ombros a imagem até a capela de
São Lourenço, cerca de quinhentos metros acima, no topo da colina. A imagem foi colocada no trono ocupado por São Lourenço Mártir.
Conta-se que o sacristão, irritado pelo fato de que haviam mudado São Lourenço de lugar, tirou por duas vezes a Virgem Mãe do trono para
recolocar São Lourenço. E toda vez, durante a noite, alguém punha novamente a Virgem no trono. Então o sacristão tirou a Virgem pela
terceira vez e recolocou São Lourenço no seu lugar; desta vez pôs a imagem em um baú, sobre o qual se deitou para dormir a fim de evitar
que a estátua fosse reconduzida ao trono. Sua surpresa foi imensa quando viu chegar os próprios Anjos a pegar a Rainha e a levá-la ao trono
de maneira miraculosa. A Virgem queria permanecer com seus filhos e estamos certos de que São Lourenço, como todos os Santos, se alegrou
em ceder o posto a ele reservado pelo fato de ser a Mãe de Deus. Mais tarde, a capela de São Lourenço foi substituída pela elegantíssima
Basílica de Nossa Senhora de Ocotlán. Os fundamentos da basílica atual foram postos em 13 de janeiro de 1687. Ali, a Mãe continua a
receber seus filhos para fazê-los entrar no coração de Jesus e de sua Igreja.
Santuário da Virgem de
Ocotlan
As três
promessas da Virgem Maria
A Virgem de Ocotlán com os
Quadros votivos em honra da Virgem de Ocotlán
Procotsem honra da Vigem
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.