Divulgação, estudo e prática do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Nossa Senhora de Plantees

Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Plantees, em França.

França Plantees Aparição ou devoção mariana catalogada
Painel oficial sobre Nossa Senhora de Plantees
Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis (https://www.aparicoesdenossasenhora.org/pt/avm/home)
Vidente(s)

A confirmar nas fontes locais.

Situação eclesial

Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.

História

Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Plantees, em França, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.

Complemento documental Texto extraído do painel oficial OCR importado

Aparição da Virgem Maria em
PLANTÉES
FRANÇA, 1649
história do Santuário de Nossa Senhora do Vimeiro (Notre Dame de l'Osier) é ligada a uma aparição da Virgem Maria
ocorrida em 1649. Estamos nos primeiros anos do reinado de Luís XIV. Quinta-feira, 25 de março de 1649, em Plantées,
um obscuro vilarejo do distrito de Vinay, na Diocese de Grenoble, que se encontra não muito distante da aldeia, havia
cerca de 20 moradores, entre os quais Pierre Port-Combet. Pierre era huguenote, enquanto sua mulher, Jeanne Pélion, católica. Naquela
época, as grandes festas religiosas foram aplicadas obrigatoriamente em todo o reino: como no caso de 25 de março, festa da Anunciação
da Beata Virgem Maria. Mas Pierra não estava interessado na grande festa mariana e, ignorando a absoluta proibição de trabalhar,
apesar das súplicas da mulher, pegou a foice e pôs-se a cortar o salgueiro-branco (vimeiro) que se encontrava diante de sua casa. Após
ter trabalhado por algum instante, percebeu que sua foice e suas roupas estavam cobertas de sangue. Acreditando estar ferido, voltou
para casa e, ajudado por Jeanne, limpou-se... mas não achou ferida alguma. Junto à mulher, voltou próximo à árvore e retomou o trabalho:
a este ponto, ambos constataram que o sangue brotava dos cortes na árvore. Um vizinho que passava por ali foi testemunha. A notícia
deste fato extraordinário espalhou-se. Pierre foi perseguido e condenado pela justiça do rei por ter violado a proibição de se trabalhar no
dia de festa. Em seguida foi interrogado por uma comissão de investigação religiosa chefiada por Monsenhor Scarron, Bispo de Grenoble.
As autoridades religiosas relevaram a importância do evento, cuja notícia se difundiu bem além dos limites da região. Um ano depois,
foi até mesmo objeto de uma publicação na "Gazette parisienne" (Gazeta parisiense) do grande jornalista Théophraste Renaudot, com o
título "Nouvelle Extraordinaire" (Notícia extraordinária). Os peregrinos comecaram a chegar para rezar em torno do salgueiro miraculoso.
Passaram-se oito anos e, numa manhã de março de 1657, Pierre estava de novo trabalhando no seu campo, ao sul do vilarejo no qual já
tinha surgido uma pequena capela. De repente, Pierre foi parado por uma bela Senhora que não conhecia, mas que o fez perceber que o
conhecia bem: interrogou-o sobre visitas ao pequeno Santuário, repreendeu-lhe por sua religião e anunciou-lhe uma morte iminente que
ela "não poderá evitar se ele não mudar". Pediu-lhe também orações mais fervorosas por parte de quem vinha para visitar a
capela do Vimeiro.
Algumas semanas depois, Pierre adoeceu-se; compreendeu que seu fim estava próximo e lembrou-se da mensagem e da advertência da
bela desconhecida ("a criatura mais bela que existe no mundo", conforme suas próprias palavras); repudiou os erros calvinistas e
converteu-se ao Catolicismo antes de morrer, em 21 de agosto de 1657. Uma cruz e uma capela foram erguidas no local do encontro com
a bela Senhora. A aparição de 1657, a conversão de Pierre Port-Combet, os inúmeros milagres atestados que se verificaram nas semanas
e nos meses sucessivos tornaram famoso o Santuário. Os peregrinos chegavam de todas as dioceses, mas também de províncias vizinhas.
Em 1663, contavam-se não menos que onze pousadas ou alojamentos com licença regular. Até dez sacerdotes residiam no Vimeiro. Os
milagres aconteciam no ritmo das peregrinações: 27 reconhecidos entre 1656 e 1660, 9 entre 1661 e 1670. Assim o Santuário, terra de
milagres, viveu mais de 100 anos de intensa atividade religiosa interrompida por causa da Revolução Francesa. Em 1830, Nossa Senhora
do Vimeiro tornou-se paróquia. Depois, em 1834, a jovem Congregação dos Oblatos de Maria Imaculada foi chamada para ocupar-se do
local de peregrinação. Em 1840, os Oblatos construíram o Hospice de Bon-Rencontre e fundaram uma comunidade de Oblatas encarregadas
de hospedar os peregrinos durante sua estada no Vimeiro. Em 1841, abriram um noviciado que acolheria até 70 internos por ano. Este
instituto de formação religiosa forneceria não poucos missionários para a África, as Índias e a América do Norte. A revolução de 1848
poupou o Santuário. Em 1856, a inauguração da torre conjunta à capela do Bon-Rencontre (lugar da aparição da Virgem) reuniu 30.000
peregrinos. Em 17 de maio de 1858, os Padres Oblatos colocaram a primeira pedra de uma nova igreja, a atual basílica, com base no projeto
de Alfred Berruyer. Sua construção exigiria 10 anos de trabalho e nunca foi concluída por falta de fundos! Permaneceu sem cúspides,
pináculos e campanário. Inaugurada em 1868, consagrada em 8 de setembro de 1873, tornou-se Basílica Menor pelas mãos do Papa Pio
Apesar da proibição de tra-
balhar nos dias de festa, Pierre
Port-Combet pegou a foice e
pôs-se a cortar o salgueiro-
branco que se encontrava di.
ante de sua habitação. Após
ter trabalhado por algum ins-
tante, percebeu que sua foice
e suas roupas estavam cober-
tas de sangue
Entre 1834 e 1939 foram regis-
trados uns 8 milagres. Em par-
ticular, destacamos o último a
ter sido revisto oficialmente:
em 1915, Paul Brichet, de
Saint-Jean-en-Rovans, inváli-
do de guerra, reformado por
reumatismos nas articulações
contraídos na trincheira, foi
em peregrinação ao Vimeiro;
saiu de lá curado, deixando as
muletas e um ex-voto como
agradecimento
Vitral que representa o mila-
gre
Visão panorâmica do Santuário
de Notre Dame de L'Osier
Relíquia do salgueiro que san-
grou
Dame de L'Osier
Construída em 1988 no lugar
em que a Virgem Maria apa-
receu a Pierre Port-Combet, a
Capela do Epinouze é um mo-
desto Santuário de planta re-
tangular, coberto por um telha-
do de duas águas. Acolhe uma
pequena Virgem da Imaculada
Conceição de gesso policromo
Medalha comemorativa do mi-
lagre

Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis

Mensagem central

Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.

Ligação com o Tratado

No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.

Nossa Senhora de Plantees, conduzi-nos a Jesus, fortalecei nossa fé e ensinai-nos a viver como verdadeiros filhos de Maria. Amém.
Fontes consultadas