Divulgação, estudo e prática do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Nossa Senhora de Porzus Degli Slavi

Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Porzus Degli Slavi, em Itália.

Itália Porzus Degli Slavi Aparição ou devoção mariana catalogada
Painel oficial sobre Nossa Senhora de Porzus Degli Slavi
Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis (https://www.aparicoesdenossasenhora.org/pt/avm/home)
Vidente(s)

A confirmar nas fontes locais.

Situação eclesial

Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.

História

Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Porzus Degli Slavi, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.

Complemento documental Texto extraído do painel oficial OCR importado

Aparições da Virgem Maria em
PORZUS DEGLI SLAVI
ITALIA, 1855-1856
história das aparições de Nossa Senhora a Teresa Dush começou em 18 de setembro de 1855, festa
da Natividade da Beata Virgem Maria. «A pequena Teresa - narra o padre Carlo Gamberoni na
publicação Ecco la Croce (Reana 1993) - após passar parte da manhã, primeiro na igreja e depois
na praça, em meio a simples e ingênuos jogos, tinha retornado à casa para uma refeição simples ao final da
qual manifestou à mãe o desejo de voltar a estar com as amigas. Foi então que recebeu a ordem de descer aos
campos e cortar um pouco de grama para as vacas. Teresa, que tinha então dez anos, opôs-se à ordem da mãe,
alegando que aquele era um dia de festa de Nossa Senhora no qual não se devia trabalhar. Mas no fim a pequena
"abaixou a cabeça e com lágrimas nos olhos",
, após ter pego o facão e a pequena cesta, saiu de casa e partiu em
direção aos campos. Chegando aos prados, enquanto estava preparando-se para o trabalho, ainda chorando muito,
viu uma luz extraordinária espalhando-se em torno a si. Ergueu os olhos e eis que diante dela uma belíssima
Senhora a olhava e lhe sorria... A Celeste Senhora, sorrindo, disse-lhe:
"Filhinha minha, tu obedeceste à tua mãe e choraste porque não querias desobedecer a Deus. Agora
não chores mais. Consola-te e dá-me, por favor, o facão". A pequena obedeceu e entregou-lhe o humilde
instrumento de trabalho. A Santa Virgem, diante do olhar cheio de estupor da menina, abaixou-se, cortou um
pouco de grama e, erguendo-se docemente, entregou-lha dizendo: "Leva-a ao celeiro, bastará para todo o dia".
"Ó Mamãe do Céu, é pouca esta grama - observa Teresinha - não bastará".
"Tem confiança, minha criança, será suficiente. Diz a todos para não trabalhar nos dias de festa, mas
para santificar o dia do Senhor, senão a epidemia de cólera não terminará, e para não blasfemar,
porque deste modo ofendem meu Filho e machucam o meu Coração materno. Diz também para que
observem os jejuns e as vigílias e que rezem com fé e amor o Rosário" (o.c., pág. 19-21).
De setembro de 1855 a junho de 1856, Teresa teve outras duas aparições na igreja de Porzus dedicada a São João
Batista durante o canto das Vésperas e a récita do Rosário.
Quando Teresinha foi ao lado do altar, a Mãe de Deus a fez primeiro contemplar o Crucifixo, depois, convidando-
a a estender a mão, imprimiu-lhe no dorso uma pequena cruz, dizendo-lhe:
"Este é o sinal do meu Filho, sinal de seu eterno amor por todos, mostra-o à mamãe e a quem é fraco
na fé e crerão em ti" (o.c. pág. 23-24).
Teresa carregou por toda a vida a pequena cruz, com cerca de 3 cm, sobre o dorso da mão esquerda. No início
ela era brilhante como o ouro, mas com o passar do tempo tornou-se vermelha e, já no fim de sua vida, branca.
Durante uma sucessiva aparição, Nossa Senhora revelou um segredo, que Teresa nunca quis revelar. Depois
desta experiência e da morte dos pais, a vidente foi levada a Udine na «Casa das abandonadas» do padre Luigi
Scrosoppi. De 1860 a 1864 prestou serviço para algumas famílias. Porém foi sempre seguida pela madre Serafina
Strazzolini das Irmãs Educadoras do padre Scrosoppi. Em 1864 apresentou o pedido de tornar-se freira e teve
a última aparição durante a qual Nossa Senhora lhe concedeu o dom de saber ler o Breviário em latim, mesmo
sendo analfabeta. Em 1866 fez a investidura religiosa e o padre Scrosoppi deu-lhe o nome de Maria Osanna. Nos
anos seguintes esteve em Cormons, no Santuário de Maria SS. Rosa Mística, e em Orzano com a função de
supervisionar as meninas durante os jogos.
A irmã Maria Osanna passou os últimos meses de sua vida em Udine, por causa de sua doença. Morreu santamente
no dia 17 de agosto de 1870.
Isrejinha dedicada às
aparições de Porzus
Pintura que representa a aparição da Virgem Maria
Porzus
A pia batismal onde foi batiza-
da Teresa Dush
Irmã Maria Osanna com al-
guns alunos
Imagem tomada do filme em
que se vê a mão de Teresa re-
cebendo a Cruz branca que
Nossa Senhora quis deixar-lhe
como sinal
Capelinha construída no local onde ocorreu a aparicão
Lápide com a mensagem da Vir-
gem Maria em Porzus, aben-
coada pelo mons. Loris Capovil-
la em 10 de setembro de 1996
repetto grafico Mene

Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis

Mensagem central

Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.

Ligação com o Tratado

No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.

Nossa Senhora de Porzus Degli Slavi, conduzi-nos a Jesus, fortalecei nossa fé e ensinai-nos a viver como verdadeiros filhos de Maria. Amém.
Fontes consultadas