Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Rogorotto, em Itália.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Rogorotto, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Aparição da Virgem Maria em
ROGOROTTO
ITÁLIA, 1951
m 21 de junho de 1951, um fato extraordinário veio a perturbar a simples e tranquila vida dos habitantes de uma fazenda de
Rogorotto, em Arluno, na Província de Milão. No térreo da casa, num pequeno quarto, jazia enferma havia 297 dias Luigia Nova
(comumente chamada Ginetta), de 39 anos, ex-fiadeira em estabelecimento de Arluno. Na tarde quente do verão, quase todos os
moradores estavam trabalhando nos campos, enquanto os poucos idosos que restaram já esperavam ouvir que os sinos da igreja tocassem
a agonia desta doente gravíssima. Mas para contar fielmente o que aconteceu (e que mais tarde foi relatado por muitos jornais italianos de
Milão, Bergamo, Florenca, Roma, Turim e mesmo por alguns jornais suíços) é melhor deixar a palavra à própria Luigia Nova. Assim, Luigia
Nova, da paróquia de Mantegazza com Rogorotto, moradora na rua São Francisco de Assis, escrevia ao padre Angelo no dia 24 de junho de
1951: «Reverendo Padre, sentindo-me em condição de escrever pela graça recebida no dia 21-6-1951 (e era o meu onomástico) justamente
naquele dia recebi a graça de nossa querida Virgem dos Pobres, após longa e tormentosa doença que não podia nem mesmo sair da cama já
há 297 dias, exatamente no dia 21 de junho, ainda me contorcendo na cama com fortíssimas dores, tanto que precisei tomar injeção de morfina
para poder repousar os membros... enquanto repousava no sono, tranquila com as mãos cruzadas sobre o coração, eis que a Virgem dos Pobres
me apareceu em visão, vestida toda de branco, com véu branco na cabeca e a fita celeste amarrada à cintura e a coroa no braço. Com uma
tigelinha celeste, com uma colherzinha na mão, que continha um zabaglione (sobremesa italiana), o pôs na janela, depois me acariciou e
me disse: "Filha, acredita em mim?". E eu lhe respondi: "Te saúdo, ó Maria". E ainda retomou: "Filha, eu acredito em ti!". E lhe
respondi de novo: "Te saúdo, ó Maria!". Descruzou-me os braços e disse-me: "Filha, vim para trazer-te a cura". Tomou-me pelos
braços e me fez sentar na cama! (Eu que não podia estar pelo vômito e as dores no estômago e nas costas que me atormentavam dia e noite!).
Então me disse: "Levanta-te e anda'". Depois tomou a tigela celeste, pegou a colherzinha com o polegar e o indicador, girou-a um pouquinho
no zabaglione e depois colocou na boca duas colherzinhas, a minha doce Nossa Senhora dos Pobres. E disse-me: "Toma, filha, e bebe!".
E eu o bebi com toda a minha fé sentia digeri-lo muito bem. E disse-lhe: "Obrigado, Virgem!". Pegou-o de novo com suas mãos delicadas
e colocou-o novamente na janela.. E disse-me: "Filha, reza por todo o mundo que é muito perturbado, que não crê nem em
mim nem no meu Divino Filho Jesus"
'. Antes de desaparecer, deu-me sua santa bênção e eu lhe disse novamente: "Obrigado,
Virgem!". E Nossa Senhora dos Pobres sumiu, sorridente. Assim que a Virgem se foi, acordei e encontrei-me sentada na cama, com as mãos
estendidas sobre as pernas e logo me pus a dizer: "Meu Jesus, misericórdia! Mãe, que graça me fizeste!'". À irmã, voltando dos campos,
que pensava que a encontraria agonizando, disse: "Dá-me meus chinelos, que me levanto e vou!"». Saindo no pátio, foi rodeada por todos os
vizinhos, incrédulos e assustados, que pensavam que tivesse enlouquecido, mas quando a ouviram contar com perfeita lucidez, viram-na
comer, mover-se e caminhar, todos juntos louvaram e magnificaram o Senhor pela bênção que havia descido sobre a sua cidade. Em 15 de
julho, em companhia de cerca de duzentos paisanos, foi pessoalmente agradecer Nossa Senhora na capelinha da rua das Forças Armadas,
177 e assistiu à Hora de Maria solene, ficando ajoelhada no chão, durante todo o tempo, sem dar o mínimo sinal de cansaço. Em 31 de agosto
do mesmo ano, foi em peregrinação a Banneux para agradecer Aquela que a havia curado, justamente no local das suas aparições. O abade
Jamin e o bispo de Liége tiveram a oportunidade de conhecê-la e de ouvir de seus lábios o maravilhoso relato de sua cura. Em dezembro do
mesmo ano, acompanhada do padre Angelo, foi recebida pelo Papa Pio XII que, paterna e benignamente, quis conhecer e escutar toda a sua
história, apesar do cerimoniário que o apressava. Em outubro de 1951, Ginetta retomou seu trabalho na fábrica, acolhida com alegria e
comoção por suas companheiras que, desde aquele dia, não deixaram nunca de pedir-lhe: "Vamos, faz-nos rezar o Rosário... entoa a
ladainha de Nossa Senhora!". Viveu sempre em oração e na simplicidade, difundindo a mensagem de Nossa Senhora dos Pobres, oferecendo-
se inteiramente pelos sacerdotes e pela conversão dos pecadores. Teve o dom de outras "visitas da Virgem", cujas mensagens contava ao
padre Angelo. Toda vez que isso acontecia, se se tinha ocasião de vê-la mesmo depois de muitas horas, se notava que seu rosto era como que
transfigurado e seu olhar tão cintilante a ponto de não poder sustentá-lo pela luminosidade que emanava. No pátio da fazenda, ao lado da
janela de seu quarto, foi erguida uma edícula votiva como lembrança de sua cura. Ginetta morreu santamente no dia 26 de abril de 1978,
após ter dito à sobrinha que havia anos que vivia com ela e que a assistia atenciosamente: "Tchau, Anna, vou para o Paraíso!".
*Filha, reza por todo o
mundo que é muito
perturbado, que não crê
nem em mim nen
meu Divino Filho
Imagem que representa a aparição
A chegada da estátua de Nossa Senhora dos Pobres de Banneux, doada
pelos mineiros belgas aos mineiros italianos, que foi colocada na
Paróquia de Nossa Senhora dos Pobres em Milão, no bairro de Baggio
A Paróquia de Nossa Senhora
dos Pobres, em Milão
Interior da paróquia
Imagem que ilustra as
aparicões na Belsica
rogetto pratico man
O Beato Cardeal Schuster. de
Milão, sempre foi muito devoto
da Virgem dos Pobres
O Santuário de Banneux, na
Bélgica
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.