Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Roma — Divino Amore, em Itália.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Roma — Divino Amore, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Aparições de Nossa Senhora
do Divino Amor em ROMA
ITÁLIA, 1740
s eventos históricos do Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor começaram
no século XIII, quando naquela zona da planície romana surgia uma espécie de
fortaleza da família Savelli-Orsini, chamada Castel di Leva. Em uma torre do
castelo havia uma imagem da Virgem representada sentada no trono com o Menino Jesus nos
braços, e com uma pomba pousando sobre ela, como símbolo do Espírito Santo, que justamente
é o Divino Amor.
O primeiro milagre ocorreu na primavera de 1740: um viajante que se dirigia a Roma, passando
pelos arredores da torre, foi atacado por um bando de cães e estava para ser devorado. O
pobrezinho ergueu os olhos, viu a sagrada imagem e pediu ajuda à Mãe de Deus, e aconteceu
o milagre: Nossa Senhora manifestou-se e dispersou os cães, que fugiram pelos campos. Depois
do prodígio, em 5 de setembro do mesmo ano, a imagem mariana foi tirada da parede e transferida
à propriedade vizinha, chamada de "La Falconiana", onde estava a igrejinha de S. Maria a
Magos. Após cinco anos, em 19 de abril de 1745, a imagem foi reconduzida à sua antiga sede,
na qual, nesse meio tempo, tinha sido erguida uma igreja, que foi sucessivamente consagrada
em 1750 pelo Cardeal Carlo Rezzonico, que depois se tornou Papa Clemente XIII.
O segundo milagre aconteceu em 1944, enquanto Roma corria o risco de ser destruída por ocasião
da guerra: em 24 de janeiro, o quadro da Virgem foi transferido à cidade em várias igrejas até
chegar à de Santo Inácio onde, no dia 4 de junho de 1944, o povo romano, para obter a libertação
da cidade, fez voto à Maria de renovar a própria vida, de erguer um novo santuário e de realizar
uma obra de caridade em honra a ela. Nossa Senhora realiza o milagre e Roma é salva. O Papa
Pio XII, em 11 de junho de 1944, vai rezar com os romanos e confere à Virgem do Divino Amor
o título de "Salvadora de Roma".
Após a guerra, o santuário reabre os batentes: desenvolvem-se obras de caridade, culturais e
de apostolado e, em 1975, tem início o festival mariano nacional dos jovens. Em 1º de maio de
1979, o Papa João Paulo II visita o Divino Amor e o define "o Santuário Mariano de Roma".
Volta ali em 7 de junho de 1987 para a abertura do Ano Mariano e em 4 de julho de 1999 para
a consagração do novo santuário. Desde 1983, no Domingo de Ramos e na Sexta-Feira Santa,
às 20h30min, tem lugar a mais extraordinária representação romana da Via Sacra, inspirada
no Sudário. Nos anos 80, foram feitos muitos trabalhos de restauração do santuário e, em 1991,
dedicaram-se à delicada restauração do altar e do antigo e precioso afresco de Nossa Senhora
do Divino Amor. O Sínodo diocesano aberto (1986) e concluído (1993) diante da Virgem do Divino
Amor, na Praça de São Pedro, constitui o acontecimento mais importante da Igreja de Roma
para cumprir o voto por meio de renovação espiritual e o crescimento na comunhão e na missão
da Igreja para a Cidade e para o mundo. Em 10 de maio de 1999 foi colocado nos Jardins do
Vaticano, diante da Torre de São João, o mosaico de Nossa Senhora do Divino Amor.
Mosaico que representa o milagre
Imagem milagrosa de Nossa Senhora do Divino Amor
No dia 4 de junho de 1944, mes-
mo dia em que termina a nove-
na a Nossa Senhora do Divino
Amor, decide-se a sorte de
Roma. Tudo parece preanun-
ciar uma áspera batalha. Os
alemães, determinados a uma
forte resistência, ocupam a ci-
dade e já têm minadas as pon-
tes do Rio Tibre para acobertar
uma eventual retirada. Da ou-
tra parte, o general aliado Ha-
rold George Alexander decidiu
que seus dois mil tanques per-
seguiriam o inimigo até a des-
truição de Roma
Pio XII, no entanto, que teria
desejado participar pessoalmen-
te da oração, foi advertido de
não deixar o Vaticano, para não
ser deportado. No lugar do Papa,
leu o voto o camerlengo dos páro-
cos, padre Gremigni, que depois
será bispo de Novara. Quase
ao moemo tomas a arem do
resistência foi revogada. Os
alemães deixaram a cidade e as
tropas aliadas fizeram ali seu
ingresso, às 19h45min. O prodí-
gio da salvação de Roma, tão
implorado, cumpriu-se
O antigo Santuário do Divino
Amor
A torre do milagre de Castel
di Leva
Às 18h, estando a igreja lotada,
respondendo ao convite do Papa
Pio XII. foi lido o texto do voto
dos romanos à Virgem para que
a cidade fosse poupada dos hor-
fiéis prometem corrigir a pró-
pra conduta moral, renovar o
santuário e realizar uma obra
de caridade no Castel di Leva.
O voto é manifestado com gran-
de pressa, por causa do toque
de recolher, que seria dado às
19h
Interior do novo santuário. No
dia 4 de julho de 1999. o Santo
Padre João Paulo II solenemen-
liberando o "voto" feito pelos
romanos em 4 de junho de 1944
Entre as várias obras surgidas
para manter a fé no voto que
os romanos fizeram a Nossa
Senhora do Divino Amor para
não ser bombardeados está a
casa para idosos e a Casa da
Alegria para rapazes pobres
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.