Divulgação, estudo e prática do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Nossa Senhora de Saint Bauzille de La Sylve

Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Saint Bauzille de La Sylve, em França.

França Saint Bauzille de La Sylve Aparição ou devoção mariana catalogada
Painel oficial sobre Nossa Senhora de Saint Bauzille de La Sylve
Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis (https://www.aparicoesdenossasenhora.org/pt/avm/home)
Vidente(s)

A confirmar nas fontes locais.

Situação eclesial

Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.

História

Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Saint Bauzille de La Sylve, em França, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.

Complemento documental Texto extraído do painel oficial OCR importado

Aparição da Virgem Maria em SAINT BAUZILLE DE LASYLVE
FRANÇA, 1873
vilarejo de Saint Bauzille de la Sylve encontra-se no departamento de Hérault. A Virgem
Maria apareceu ali duas vezes em 1873. Em 8 de junho de 1873, um homem de trinta
anos, Auguste Arnaud, foi até sua vinha para cultivá-la. Estava casado havia seis anos
e tinha dois filhos. Era domingo, a festa da Santíssima Trindade, e apesar disso não deixou de
trabalhar. Não era um mau cristão, antes, ia à Missa frequentemente aos domingos. Após ter
trabalhado por duas horas, Auguste Arnaud sentou-se por um instante para descansar e comer
alguma coisa. Pegou seu cachimbo para fumar quando, de repente, viu à sua frente uma figura
luminosa, uma jovem mulher inteiramente vestida de branco. Usava uma faixa de franjas e na
cabeça portava uma coroa alta, que parecia a mitra de um bispo. Um grande véu branco partia
do topo da coroa e a envolvia, da cabeça aos pés, cobrindo-lhe também as mãos cruzadas sobre o
peito. Surpreso, Auguste levantou-se e perguntou-lhe do dialeto de sua região: "Quem é a
senhora?". A Aparição respondeu-lhe na mesma língua: "Sou a Santa Virgem. Não tenhas
medo". Auguste, mais calmo, escutou com emoção as palavras de Maria:
"Tu tens a doença da vinha. Abandonaste Saint Bauzille. E necessário celebrar a
sua festa no dia em que ela ocorre. Na próxima quinta-feira, terás que ir a Saint
Antoine em procissão e pedir para dizer uma Missa. A partir de hoje, a cada quinze
dias, deverás ir em procissão a Notre-Dame. Por todo o bairro de Gignac, Montpellier
e a cidade de Lodève. Terás que erguer uma Cruz nova e substituir aquela existente.
Terás que colocar uma Cruz com uma Virgem ao fundo da vinha e ir todos os anos
em procissão. Vai logo dizê-lo a seu pai e a seu pároco. Daqui um mês voltarei a
agradecer-te". Após estas palavras, a Aparição subiu para o céu, como uma esfera que desaparece
aos poucos. Ao final da visão, Auguste parou de trabalhar, deixou a vinha e voltou para casa, com
o coração iluminado por um segredo maravilhoso. Chegando em casa, Auguste Arnaud contou
ao seu pai aquilo que havia visto; foram juntos até o cura do vilarejo para falar com ele. O cura
recebeu-os com frieza e disse claramente ao vidente que não acreditava nele. Como era possível
que a Virgem tivesse aparecido a um homem que trabalhava aos domingos?
Longe de ficar desconcertado por esta recepção, Auguste Arnaud continuou sua missão. No dia
seguinte pediu ao carpinteiro do vilarejo que fizesse uma cruz de madeira e fincou-a na mesma
tarde ao fundo de sua vinha, no lugar indicado pela Santa Virgem. Era só uma cruz provisória:
neste meio tempo comprou em Montpellier uma cruz forjada em ferro, com uma Virgem ao centro,
como ordenado na visão.
Quinta-feira, 12 de junho, foi com sua família à ermida de Saint Antoine. Domingo, 22 de junho,
cumpriu a peregrinação a Notre-Dame de Grâce, em Gignac. Depois de ter participado da Santa
Missa, passou ali toda a manhã em oração. Enfim, na sexta-feira, 4 de julho, foi fixada a cruz de
ferro em um pedestal de pedra, no lugar da cruz de madeira.
Enquanto isso, a data da segunda aparição anunciada pela Virgem aproximava-se cada vez mais.
Ao mesmo tempo, a notícia do evento tinha se difundido nas proximidades. Chegavam curiosos,
céticos e devotos. A mulher de Auguste Arnaud temia pelo marido. "E se a Virgem não volta?".
Mas Auguste não tinha dúvida alguma: havia feito tudo aquilo que Ela lhe pedira, portanto estava
certo que voltaria. Terça-feira, 8 de julho, bem cedinho, Auguste saiu de casa para ir trabalhar
em sua vinha. Não estava sozinho. Uma multidão numerosa tinha ido assistir àquilo que estava
para acontecer. Estavam presentes cerca de quinhentas pessoas. Auguste pôs-se a cultivar a
vinha, aguardando a vinda da Virgem. A um certo ponto, parou para repousar. Foi naquele
instante que todos o viram tirar o chapéu, levantar os braços para o céu e fitar algo que somente
ele podia ver.
Durante aquele breve momento e naquela posição, balançava a si mesmo e então, de repente, pela
direita, foi levado, na velocidade de um raio, até a cruz, sempre na mesma posição, erguido por
uma força celeste acima da terra e dos ramos da vinha. Tinha percorrido uma distância de cerca
de quarenta metros; todos haviam assistido a este fenômeno miraculoso. A este ponto, voltou o
olhar para cima da cruz de ferro e rezou em silêncio. A Virgem estava lá; vestida como na primeira
vez, mas suas vestes eram douradas e de suas mãos unidas pendia um Rosário. Dirigiu-se a ele,
sempre no dialeto da região:
"Não é necessário trabalhar domingo. Feliz aquele que acreditará e infeliz aquele
que não o crer. Precisas ir a Notre-Dame de Gignac em procissão. Tu e toda a tua
família sereis bem-aventurados".
Então fez escorregar o Rosário sobre a mão esquerda e, com a mão direita, abençoou a multidão,
como fazem os padres ao fim da Missa. Falou uma última vez pedindo: "Recitai alguns
cânticos". E sumiu. Então Auguste disse, com a voz fraca: "Dizei-lhe para cantar". A multidão
entoou o Magnificat.
O local logo se tornou um destino de peregrinações. Inúmeras pessoas vinham rezar onde tinha
aparecido a Virgem; deixavam velas, flores, rosários. O bispo da diocese, Mons. De Cabrières,
nomeou uma comissão de investigação e, após ter interrogado o vidente e as testemunhas,
reconheceu a autenticidade das aparições em 1876.
Auguste Arnaud viveu o resto da sua vida na fé e na devoção a Maria, sem nunca buscar enriquecer-
se e observando sempre o repouso dominical. Sofreu muito por causa das leis anticlericais de 1905
que dificultaram a construção do Santuário, pela morte de sua mulher e de três de seus filhos,
dos quais um padre. Enfrentou estas provas com muita coragem e considerou-as sempre como
vontade de Deus. Nunca foi tomado pela dúvida ou pelo desespero. Quem o conhecia falava de
um rosto radiante e da serenidade de seu olhar: era o reflexo da paz profunda que envolvia sua
alma, mesmo nos momentos de dor. Foi construída uma capela próximo ao local da aparição, bem
como um convento no qual se estabeleceram as irmãs franciscanas que chegaram em 1893 para
ocupar-se do Santuário.
Rotato do Nacao Canham ad
Imagem que ilustra a aparição

Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis

Mensagem central

Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.

Ligação com o Tratado

No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.

Nossa Senhora de Saint Bauzille de La Sylve, conduzi-nos a Jesus, fortalecei nossa fé e ensinai-nos a viver como verdadeiros filhos de Maria. Amém.
Fontes consultadas