Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Santanastasia, em Itália.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Santanastasia, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Aparições da Virgem Maria em SANT ANASTASIA
ITÁLIA, 1450 e 1589
Santuário conserva o testemunho e recorda-nos os duros castigos contra alguns atos blasfemos realizados por cristãos, seja
individual que coletivamente. O primeiro episódio blasfemo aconteceu por volta da metade do século XV, quando, numa segunda-
feira de Páscoa, alguns jovens estavam jogando em um campinho a "malha" (um jogo parecido com a bocha). As margens do
campinho surgia uma edícula sobre a qual estava pintada uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus, colocada sob um arco de
um antigo aqueduto romano; destes arcos deriva o nome de Nossa Senhora do Arco. No desenrolar do jogo, a bola terminou em uma velha
tília, cujos galhos recobriam em parte o muro com o afresco e o jogador que havia errado o lançamento perdeu, então, a disputa; no auge
da raiva, o jovem retomou a bola e blasfemando atirou-a violentamente contra a imagem da Virgem, atingindo-a na face, que inesperadamente
se animou e começou a sangrar. A notícia do milagre espalhou-se na região, chegando até o Conde de Sarno, um nobre do lugar, com funções
de magistrado, que chegou salvando o jovem do linchamento. Depois de um processo, o jovem foi condenado à forca e a sentença foi logo
executada. O jovem foi, assim, amarrado à tília próxima à edícula, que, porém, duas horas após o corpo ainda estar pendurado, secou sob
o olhar da multidão aturdida. Este episódio miraculoso suscitou o culto a Nossa Senhora do Arco, que se difundiu rapidamente por toda a
Itália Meridional; multidões de fiéis acorreram ao local do prodígio, com cujas ofertas se construiu uma capela para proteger a sagrada
imagem das intempéries.
Um século depois, em 2 de abril de 1589, ocorreu um segundo episódio prodigioso, também desta vez durante uma segunda-feira após a
Páscoa, já consagrado à festa da Virgem do Arco. Uma mulher de Sant'Anastasia, Aurelia Del Prete, casada com Marco Cennamo (conserva-
se ainda hoje a certidão de matrimônio de 8 de novembro de 1573), foi com o marido à igrejinha de Nossa Senhora para pagar uma promessa,
porque o marido tinha sido milagrosamente curado de uma doença nos olhos. Levava consigo um porquinho, amarrado com uma corda,
provavelmente para tentar vendê-lo na feira que desde então havia nos arredores do Santuário. No caminho, ele lhe escapou da mão e pôs-
se a correr assustado. A mulher começou a persegui-lo entre a multidão blasfemando e, enfim, chegou diante da igrejinha, onde encontrou
o marido com um ex-voto de cera. Tomada pela raiva, arrancou-lhe da mão e pisou-o, blasfemando e maldizendo a sacra imagem, quem a
havia pintado e quem vinha venerá-la. No ano seguinte, perto do início da Quaresma, Aurelia começou a sentir dores dos pés e foi obrigada
a ficar na cama. Na noite entre a Páscoa e a segunda-feira, caíram-lhe os pés, de modo nítido, sem perda de sangue: era o aniversário de
suas blasfêmias. Os pés foram enterrados de forma escondida, mas o fato tornou-se conhecido e a gente quis que fossem desenterrados e
expostos na igrejinha. A multidão que acorreu de Nápoles ocupou a estrada por cerca de 2 km. O Bispo de Nola, Dom Fabrizio Gallo, ordenou
o fechamento da igrejinha, indo pessoalmente fazer uma inspeção. Em 11 de maio instituiu um processo canônico regular, depois do qual
retirou a proibição de venerar-se a imagem de Nossa Senhora do Arco. Aurelia Del Prete continuou a blasfemar a Virgem, depois, arrependida,
foi levada sobre um carrinho diante da imagem. Morreu em 28 de julho de 1590. Seus pés são vistos até hoje em uma gaiola de ferro da
época, colocada na Sala das Ofertas. Este acontecimento abalou a consciência popular e levou à decisão de se construir um templo maior.
De fato, em 1592, o Pontífice Clemente VIII enviou São João Leonardi, de Lucca, que esteve à frente da construção do atual Santuário.
Em 1° de maio de 1593, foi posta a primeira pedra do Santuário e já a partir do ano seguinte chegaram para geri-lo os padres Dominicanos.
O templo surgiu ao redor da capelinha de Nossa Senhora, a qual foi também restaurada e ornada com mármores, em 1621; após os trabalhos,
a imagem foi em parte coberta por mármore, motivo pelo qual, durante todo este tempo, permaneceu visível só a parte superior do afresco,
o meio-busto da Virgem e do Menino; trabalhos bem recentes trouxeram à luz e à veneração dos fiéis a imagem inteira. Após o milagre de
Aurelia Del Prete, o culto a Nossa Senhora do Arco espalhou-se rapidamente em todo o Reino de Nápoles e logo ultrapassou seus limites.
Várias foram as igrejas e capelas dedicadas à Virgem do Arco em Campania, Calábria, Sicília, Puglia, Molise, Abruzzo, Lazio, Emília
Romagna.
te da imagem. A mulher mor-
reu em 28 de julho de 1590
Imagem que representa o primeiro milagre. O jovem, tendi
Ande o nrimeim milame a imagem de Noses Senhora do Amo
erdido a nartida retomou a bola e blastemando iogou-a comecou ranidamente a ser venerad
posta na Sala das Ofertas
Não é por um motivo orna-
rotege a imagem de 1
a predileção da Virgem pela sua imagem: o milagre da pedra
tal pedra que se constituía um obstáculo e que, até mesmo
mendo uma alucinação, cha-
meno Foi chamado também o prior, na época Rosella, e
as maos do argueto. Pesava 69 bras e meio orca de 32 kg)
também ele não pôde deixar de constatar o fato. Enfim fo
ido o bispo de Nola, que contirmou o prodigio
8 de setembro de 1874, festa da Natividade da Be
Preissão mm ne estandartes de Virgem do Am
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.