Ficha do catálogo mariano de Carlo Acutis referente a Tirano, em Itália.

A confirmar nas fontes locais.
Registro presente na lista pública da exposição mariana associada a Carlo Acutis. Ficha inicial: revisar e complementar com fontes eclesiais locais antes de publicação histórica detalhada.
Este cadastro foi criado para completar o índice público das aparições e manifestações marianas catalogadas na exposição de Carlo Acutis. A ficha de Tirano, em Itália, deve ser aprofundada com fontes locais e eclesiais antes de receber uma narrativa histórica definitiva. Enquanto isso, serve como ponto de partida para organização, busca, revisão e enriquecimento catequético dentro do portal Todo Teu, Maria.
Aparição da Virgem Maria em TIRANO
ITALIA, 1504
Santuário de Tirano surge bem no local onde, em 29 de setembro de 1504, festa de
S. Miguel, a Virgem Maria apareceu ao nobre Mario Omodei, saudando-o com as
palavras: "Bem terás" e pedindo expressamente a construção de um templo em
sua honra com a promessa de saúde espiritual e corporal a quem a invocasse.
O povo de Valtellina é muito devoto de Nossa Senhora, que desde sempre os favoreceu com curas,
ressurreição de crianças nascidas mortas, proteção durante as epidemias de peste e carestias.
Sob o seu olhar vigilante, Lutero, Calvino e as práticas esotéricas, particularmente difundidas
nestas terras, encontraram nela um baluarte inexpugnável. Ainda hoje em Tirano tudo fala dela:
as histórias, os guias locais, os sinais de trânsito. Todos os dias, um trem vermelho atravessa a
cidade, para na região chamada "Madonna", levando ao destino centenas de devotos. E depois
segue para a Suíça.
Nestes quinhentos anos depois da aparição, ajoelharam-se diante de sua estátua de madeira
pessoas simples e peregrinos de boa posição: reis e rainhas, imperadores e embaixadores, príncipes
da Igreja e santos. Os cardeais Angelo Roncalli e Giovanni Battista Montini, futuros João XXIII
e Paulo VI, costumavam frequentemente fazer ali uma parada por ocasião das férias estivas.
Quando Maria decidiu visitar Valtellina, epidemias, grande pobreza e desorientação geral tinham
colocado os habitantes a dura prova: o ducado de Milão, ao qual pertencia esta terra, já estava
nas mãos de Luís XII da França, que havia oprimido o povo com muitos impostos. Havia também
os grisões, um povo da Suíça meridional, prontos para descer e tomar posse do Vale do Adda. Já
o haviam feito em 1486, quando Chiavenna, não distante de Tirano, tinha sido colocada a ferro
e fogo. Às primeiras luzes da aurora de domingo, 29 de setembro de 1504, festa de São Miguel
Arcanjo, um jovem de nobre família, Mario Omodei, estava indo em direção a sua vinha para
colher fruta quando de repente se sentiu levantar do chão e ser transportado com doçura a uma
pequena horta não longe de casa. O quintal era, na verdade, fora de Tirano, então protegido pelos
muros erguidos por Ludovico o Mouro, na ponte sobre o córrego Poschiavino chamado "da
Multidão". Aterrorizado com tudo que estava acontecendo, Mario encontrou-se de frente a uma
jovenzinha, de quatorze ou quinze anos, de extraordinária beleza envolvida por uma grande luz
e com um suavíssimo perfume. Começou a falar com ele em tom afetuoso: "Mario, Mario!".
E ele respondeu: "Bem, Senhora" com grande medo. A Virgem Maria respondeu-lhe: "Bem
terás. Sabe que eu sou a gloriosa Virgem Maria, não deves ter medo". Como um
anúncio fixado em dialeto no Livro dos Milagres, um precioso manuscrito redigido por um autor
anônimo entre 1505 e 1519. "Sabe que neste ano houve uma grande mortalidade de
homens e de animais" e continuou a Virgem "ainda virão outras e cada vez piores,
se aqui neste lugar não se construir uma igreja em minha honra; e todas as pessoas
que virão visitar este santo e abençoado lugar, fazendo alguma boa e santa esmola,
segundo sua possibilidade, serão libertas e salvas desta pestilência e mortalidade".
Atordoado com tudo que lhe estava acontecendo, o rapaz caiu de joelhos. E Maria ordenou-lhe:
"Vai aonde quer que possas para tornar conhecida esta aparição e milagre".
Mario prontamente obedeceu. Correndo, voltou para a cidade contar o ocorrido ao cavaleiro Luigi
Quadrio, um dos personagens mais influentes do vale, o homem que seis anos antes tinha tentado
defender aquela terra dos invasores. Era também o proprietário do horto onde Nossa Senhora
tinha aparecido. O rico cavaleiro doou com prontidão aquele pedaço de terra para a edificação
da igreja.
A vida até então dourada do nobre Mario Omodei mudou radicalmente: o jovem deixou Tirano
para atender o desejo da Virgem, que lhe tinha pedido para ir de lugar em lugar, até que suas
forças permitissem, para pedir dinheiro para o Santuário. Muitas fontes e documentos recordam
suas inúmeras viagens. Morreu em Trento, justamente enquanto recolhia ofertas. E Nossa
Senhora recompensou-o: além de salvar o irmão atingido pela peste, salvou-lhe o filho de uma
doença gravíssima. O rapaz, depois, obteve também o dom do sacerdócio, que exerceu justamente
no Santuário de Tirano.
Considerada a "comissão" celeste, notáveis e gente comum, somente onze dias após o prodígio,
num clima de grande alegria, começaram a recolher dinheiro para a construção do Santuário.
De sua parte, a Cúria Episcopal de Como autorizou o culto e a construção de uma capela provisória.
No entanto, a notícia da aparição tinha se espalhado rapidamente e a gente começou a acorrer
de todo o vale, das regiões do Lario, do Bresciano e da Bergamasca. E mesmo de Tirolo e da
Baviera. Já em 25 de março de 1505 deu-se o ato de fundação e a colocação da primeira pedra
da Basílica. Na parede da nave esquerda da Basílica, um desconhecido pintor fixou, nove anos
depois da aparição, em imagens simples, a Virgem que com a mão direita indica ao jovem o ponto
exato onde se deveria construir a igreja em sua honra. As graças chegavam abundantes a Tirano:
a peste desapareceu. Mas o aspecto mais comovente foi a particular predileção que Maria
demonstrou pelas crianças nascidas mortas. Um destes milagres é narrado por imagens em uma
tela exposta na Basílica, onde é representada a ressurreição dos gêmeos de Christien Peterfeit
de Bressanone e de Giovanni Rodio de Innsbruck ocorrida entre 26 e 27 de março de 1505. Entre
uma multidão de testemunhas oculares, entre os quais Luigi Quadrio, que faz o padrinho, a mãe
amamenta seu filho que voltou à vida, enquanto o outro menino miraculado recebe o Batismo.
Afresco de 1513 que representa a aparição em que a própria Virgem Maria indica o local onde
A cúpula é obra de Pompeo
Em 11 de cotamhm do macmi
em 1746
Na ioreia conservam-se
Fonte: Exposição das Aparições de Nossa Senhora - Carlo Acutis
Toda verdadeira manifestação mariana precisa ser lida à luz da fé da Igreja: Maria não busca atenção para si mesma, mas chama os filhos à conversão, à oração, à vida sacramental e ao encontro com Jesus Cristo.
No espírito do Tratado da Verdadeira Devoção, esta ficha recorda que Maria é caminho seguro para Jesus. As aparições, santuários e devoções marianas só são bem compreendidos quando ajudam a alma a amar mais a Cristo, a Igreja e os sacramentos.