A fim de que a alma se deixe conduzir por este espírito de Maria, é preciso:
1) Renunciar ao seu próprio espírito, às suas próprias luzes e vontades antes de fazer qualquer coisa: por exemplo, antes de rezar, antes de celebrar ou ouvir a Santa Missa, antes de comungar, etc. Porque as trevas de nosso espírito próprio e a malícia de nossa própria vontade e operação, se as seguíssemos, embora nos parecessem boas, poriam obstáculos ao espírito de Maria.
2) É preciso se entregar ao espírito de Maria para ser movido e conduzido da maneira que Ela quiser.
Temos de nos pôr e nos abandonar nas suas mãos virginais, como um instrumento nas mãos do operário, como um alaúde nas mãos de um bom músico.
É preciso se perder e se abandonar n’Ela, como uma pedra que se atira ao mar, o que se faz tão simplesmente, num instante, por um olhar do espírito, um pequeno movimento da vontade, ou verbalmente, dizendo por exemplo: Renuncio a mim mesmo e dou-me a Vós, ó minha querida Mãe!
E ainda que não se experimente qualquer doçura sensível neste ato de união, ele não deixa de ser verdadeiro, assim como se alguém dissesse, o que Deus não permita: “Dou-me ao demônio”, se o dissesse com sinceridade, embora sem qualquer mudança sensível, não seria menos de fato do demônio.
3) É preciso, de tempos em tempos, durante sua ação e depois da ação, renovar o mesmo ato de oferecimento e de união. Quanto mais o fizermos, mais cedo nos santificaremos e chegaremos à união com Jesus Cristo, a qual se segue sempre à união com Maria, pois o espírito de Maria é o espírito de Jesus.